07/04/2026


Terça-feira, Oitava da Páscoa


Cor: Branco | 1ª Semana do Saltério | Ofício Solene | Missa: Glória, Sequência, Prefácio da Páscoa


Aclamação ao Evangelho Sl 117(118),24

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Este é o dia que o Senhor fez para nós,
alegremo-nos e nele exultemos!

Evangelho

“Eu vi o Senhor!”; e eis o que ele me disse.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,11-18

Naquele tempo, 
Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. 
Enquanto chorava,
inclinou-se e olhou para dentro do túmulo.
Viu, então, dois anjos vestidos de branco, 
sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus,
um à cabeceira e outro aos pés. 
Os anjos perguntaram: 
“Mulher, por que choras?” 
Ela respondeu: 
“Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”.
Tendo dito isto, 
Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. 
Mas não sabia que era Jesus. 
Jesus perguntou-lhe: 
“Mulher, por que choras? 
A quem procuras?” 
Pensando que era o jardineiro, Maria disse: 
“Senhor, se foste tu que o levaste 
dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 
Então Jesus disse: 
“Maria!” 
Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: 
“Rabuni” (que quer dizer: Mestre). 
Jesus disse: 
“Não me segures. 
Ainda não subi para junto do Pai. 
Mas vai dizer aos meus irmãos:
subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 
Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos:
“Eu vi o Senhor!”, 
e contou o que Jesus lhe tinha dito. 
Palavra da Salvação.    

Terça-feira, Oitava da Páscoa


Cor: Branco | 1ª Semana do Saltério | Ofício Solene | Missa: Glória, Sequência, Prefácio da Páscoa 


Convertei-vos;
e cada um de vós seja batizado
em nome de Jesus Cristo.

Leitura dos Atos dos Apóstolos 2,36-41

No dia de Pentecostes, Pedro disse aos judeus:
“Que todo o povo de Israel
reconheça com plena certeza:
Deus constituiu Senhor e Cristo
a este Jesus que vós crucificastes”.
Quando ouviram isso,
eles ficaram com o coração aflito,
e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos:
“Irmãos, o que devemos fazer?”
Pedro respondeu:
“Convertei-vos e cada um de vós seja batizado
em nome de Jesus Cristo,
para o perdão dos vossos pecados.
E vós recebereis o dom do Espírito Santo.
Pois a promessa é para vós e vossos filhos,
e para todos aqueles que estão longe,
todos aqueles
que o Senhor nosso Deus chamar para si”.
Com muitas outras palavras,
Pedro lhes dava testemunho,
e os exortava, dizendo:
“Salvai-vos dessa gente corrompida!”
Os que aceitaram as palavras de Pedro
receberam o batismo.
Naquele dia,
mais ou menos três mil pessoas, se uniram a eles.
Palavra do Senhor.

 

Salmo Responsorial


Salmo 32(33),4-5.18-19.20 e 22 (R. 5b)

R: Transborda em toda a terra a bondade do Senhor.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Reta é a palavra do Senhor, *
e tudo o que ele faz merece fé.
Deus ama o direito e a justiça, *
transborda em toda a terra a sua graça. R

Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, *
e que confiam esperando em seu amor,
para da morte libertar as suas vidas *
e alimentá-los quando é tempo de penúria. R

No Senhor nós esperamos confiantes, *
porque ele é nosso auxílio e proteção!
Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, *
da mesma forma que em vós nós esperamos! R   

Texto Patrístico


Dos Sermões de Santo Anastácio de Antioquia
(Oratio 4, 1-2: PG 89, 1347-1349)(Séc. VI)    


Cristo, por suas palavras e ações, revelou que era verdadeiro Deus e Senhor do universo. Ao subir para Jerusalém com seus discípulos, dizia-lhes: Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos gentios, aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei, para ser escarnecido, flagelado e crucificado (Mt 20,18.19). Fazia, na verdade, estas afirmações em perfeita consonância com as predições dos profetas, que haviam anunciado sua morte em Jerusalém.

Desde o princípio, a Sagrada Escritura havia predito a morte de Cristo com os sofrimentos que a precederiam, e também tudo quanto aconteceu com seu corpo depois da morte; predisse igualmente que aquele a quem tudo isto sucedeu é Deus impassível e imortal. De outro modo, nunca poderíamos afirmar que era Deus se, ao contemplarmos a verdade da encarnação, não encontrássemos nela razões para proclamar, com clareza e justiça, uma e outra coisa, ou seja, seu sofrimento e sua impassibilidade. O motivo pelo qual o Verbo de Deus, e portanto impassível, se submeteu à morte é que, de outra maneira, o homem não podia salvar-se. Este motivo somente ele o conhece e aqueles aos quais revelou. De fato, o Verbo conhece tudo o que é do Pai, como o Espírito que esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus (1Cor 2,10).

Realmente, era preciso que Cristo sofresse. De modo algum a paixão podia deixar de acontecer. Foi o próprio Senhor quem declarou, quando chamou de insensatos e lentos de coração os que ignoravam ser necessário que Cristo sofresse, para assim entrar em sua glória. Por isso, veio ao encontro do seu povo para salvá-lo, deixando aquela glória que tinha junto do Pai, antes da criação do mundo. Mas a salvação devia consumar-se por meio da morte do autor da nossa vida, como ensina São Paulo: Consumado pelos sofrimentos, ele se tornou o princípio da vida (cf. Hb 2,10).

Deste modo se vê como a glória do Filho unigênito, glória esta que por nossa causa ele havia deixado por breve tempo, foi-lhe restituída por meio da cruz, na carne que tinha assumido. É o que afirma São João, no seu evangelho, ao indicar qual era aquela água de que falava o Salvador: Aquele que crê em mim, rios de água viva jorrarão do seu interior. Falava do Espírito, que deviam receber os que tivessem fé nele; pois ainda não tinha sido dado o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado (Jo 7,38-39); e chama glória a morte na cruz. Por isso, quando o Senhor orava, antes de ser crucificado, pedia ao Pai que o glorificasse com aquela glória que tinha junto dele, antes da criação do mundo.


Pedidos de Oração