13/04/2026


Segunda-feira, 2ª Semana da Páscoa


 2ª Semana do Saltério | Cor: Branco


Aclamação ao Evangelho Cl 3,1

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Se com Cristo ressurgistes, procurai o que é do alto,
onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai.    

Evangelho
Se alguém não nasce da água e do Espírito,
não pode entrar no Reino de Deus.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 3,1-8

Havia um chefe judaico,
membro do grupo dos fariseus,
chamado Nicodemos, 
que foi ter com Jesus, de noite,
e lhe disse:
“Rabi, sabemos que vieste como mestre
da parte de Deus.
De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, 
a não ser que Deus esteja com ele”.
Jesus respondeu:
“Em verdade, em verdade te digo,
se alguém não nasce do alto,
não pode ver o Reino de Deus”.
Nicodemos disse: 
“Como é que alguém pode nascer, se já é velho?
Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?”
Jesus respondeu:
“Em verdade, em verdade te digo,
se alguém não nasce da água e do Espírito,
não pode entrar no Reino de Deus”.
Quem nasce da carne é carne;
quem nasce do Espírito é espírito.
Não te admires por eu haver dito: 
Vós deveis nascer do alto.
O vento sopra onde quer
e tu podes ouvir o seu ruído,
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai.
Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.
Palavra da Salvação.

Segunda-feira, 2ª Semana da Páscoa


 2ª Semana do Saltério | Cor: Branco


Quando terminaram a oração,
todos ficaram cheios do Espírito Santo
e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.

Leitura dos Atos dos Apóstolos 4,23-31

Naqueles dias, 
logo que foram postos em liberdade,
Pedro e João voltaram para junto dos irmãos
e contaram tudo
o que os sumos sacerdotes e os anciãos haviam dito.
Ao ouvirem o relato,
todos eles elevaram a voz a Deus, dizendo:
“Senhor, tu criaste o céu, a terra, o mar
e tudo o que neles existe.
Por meio do Espírito Santo,
disseste através do teu servo Davi, nosso pai:
‘Por que se enfureceram as nações,
e os povos imaginaram coisas vãs?
Os reis da terra se insurgem
e os príncipes conspiram unidos
contra o Senhor e contra o seu Messias’.
Foi assim que aconteceu nesta cidade:
Herodes e Pôncio Pilatos
uniram-se com os pagãos e o povo de Israel
contra Jesus, teu santo servo, a quem ungiste,
a fim de executarem
tudo o que a tua mão e a tua vontade
haviam predeterminado que sucedesse.
Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem
e concede que os teus servos
anunciem corajosamente a tua palavra.
Estende a mão
para que se realizem curas, sinais e prodígios
por meio do nome do teu santo servo Jesus”.
Quando terminaram a oração,
tremeu o lugar onde estavam reunidos.
Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo
e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial


Salmo 2,1-3.4-6.7-9 (π. cf. 12d)

R. Felizes hão de ser todos aqueles
que põem sua esperança no Senhor.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Por que os povos agitados se revoltam? *
por que tramam as nações projetos vãos?
Por que os reis de toda a terra se reúnem, †
e conspiram os governos todos juntos *
contra o Deus onipotente e o seu Ungido?
“Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, *
“e lançar longe de nós o seu domínio!” R.

Ri-se deles o que mora lá nos céus; *
zomba deles o Senhor onipotente.
Ele, então, em sua ira os ameaça, *
e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz:
“Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei, *
e em Sião, meu monte santo, o consagrei!” R.

O decreto do Senhor promulgarei, †
foi assim que me falou o Senhor Deus: *
“Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!
Podes pedir-me, e em resposta eu te darei †
por tua herança os povos todos e as nações, *
e há de ser a terra inteira o teu domínio.
Com cetro férreo haverás de dominá-los, *
e quebrá-los como um vaso de argila!” R.

 

Texto Patrístico


Da Homilia pascal de um Autor antigo (PG 59,723-724)
A Páscoa espiritual

        A Páscoa que celebramos é a causa da salvação de todo o gênero humano, a começar pelo primeiro ser humano, que é salvo e vivificado em cada um de nós.

        Mas a salvação foi preparada por diversas instituições, imperfeitas e provisórias, que eram símbolos e imagens das coisas perfeitas e eternas, para anunciarem em esboço a realidade que surge atualmente à plena luz da verdade. Contudo, uma vez que essa verdadeira realidade se tornou presente, a figura deixa de ter sentido. Quando chega o rei, ninguém irá homenagear sua estátua, deixando de lado a pessoa do próprio rei.  

        Assim se vê claramente em que medida a figura é inferior à realidade verdadeira, pois a figura representa a vida breve dos primogênitos dos judeus, ao passo que a realidade celebra a vida eterna de todos os seres humanos. Não é grande coisa alguém livrar-se da morte por algum tempo, se pouco depois terá de morrer. O que é admirável é evitar a morte de uma vez para sempre, como aconteceu conosco por meio de Cristo, que foi imolado como nosso cordeiro pascal.  

        O próprio nome da festa, se compreendermos o seu verdadeiro significado, nos sugere a sua peculiar excelência. Páscoa, com efeito, significa “passagem”, pois o anjo exterminador, que feria de morte os primogênitos dos egípcios, passava adiante, sem entrar nas casas dos hebreus. Todavia, em relação a nós, a passagem do exterminador é um fato, porque passou realmente sem nos tocar, a nós que por Cristo ressuscitamos para a vida eterna.  

        E o que significa, em seu sentido místico, o fato de se determinar como início do ano, o tempo em que se celebrava a Páscoa e a salvação dos primogênitos? Significa que também para nós o sacrifício da verdadeira Páscoa constitui o início da vida eterna.  

        Na verdade, o ano é símbolo da eternidade. Sendo a sua órbita circular, o ano gira continuamente sobre ela sem nunca parar. Mas Cristo, pai do mundo novo, oferecendo-se por nós em sacrifício, como que anulou a nossa existência anterior, proporcionando-nos, pelo batismo do novo nascimento, o começo de uma outra vida, à semelhança da sua morte e ressurreição.  

        Por conseguinte, quem tiver consciência de que a Páscoa foi imolada em seu benefício, deve aceitar como início de sua vida o momento em que Cristo se imolou por ele. Ora, tal imolação atualiza-se em cada um, quando reconhece essa graça e compreende que vida lhe foi dada por esse sacrifício. Quem chegou a este conhecimento, esforce-se por aceitar o começo da vida nova, sem pretender voltar à vida antiga que foi ultrapassada. De fato, se já morremos para o pecado, pergunta o Apóstolo, como vamos continuar vivendo nele? (Rm6,2).

 


Pedidos de Oração