18/08/2019


SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA - ANO C

OFÍCIO SOLENE PRÓPRIO. | MISSA: GLÓRIA, CREDO E PREFÁCIO PRÓPRIO.

Onde a Solenidade da Assunção de Maria foi celebrada no dia 15, usar os textos do 20º Domingo do Tempo Comum Ano C.

3ª semana: vocação para a vida consagrada: religiosos (as) e consagrados (as) seculares.


Aclamação ao Evangelho
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Maria é elevada ao céu,
alegram-se os coros dos anjos.

 

EVANGELHO

 

O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor:
elevou os humildes.

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,39-56

Naqueles dias,
Maria partiu para a região montanhosa,
dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia.
Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
a criança pulou no seu ventre
e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
Com um grande grito, exclamou:
"Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!"
Como posso merecer
que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos,
a criança pulou de alegria no meu ventre.
Bem-aventurada aquela que acreditou,
porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu".
Maria disse:
"A minha alma engrandece o Senhor,
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
pois, ele viu a pequenez de sua serva,
eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam.
Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.
De bens saciou os famintos
despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre".
Maria ficou três meses com Isabel;
depois voltou para casa.

Palavra da Salvação.

PRIMEIRA LEITURA

Uma mulher vestida de sol,
tendo a lua debaixo dos pés.

Leitura do Livro do Apocalipse de São João 11,19a; 12,1-6a.10ab 
Abriu-se o Templo de Deus que está no céu
e apareceu no Templo a arca da Aliança.
Então apareceu no céu um grande sinal:
uma mulher vestida de sol,
tendo a lua debaixo dos pés
e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.
Estava grávida
e gritava em dores de parto,
atormentada para dar à luz.
Então apareceu outro sinal no céu:
um grande Dragão, cor de fogo.
Tinha sete cabeças e dez chifres
e, sobre as cabeças, sete coroas.
Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu,
atirando-as sobre a terra.
O Dragão parou diante da Mulher
que estava para dar à luz,
pronto para devorar o seu Filho,
logo que nascesse.
E ela deu à luz um filho homem,
que veio para governar todas as nações
com cetro de ferro.
Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono.
A mulher fugiu para o deserto,
onde Deus lhe tinha preparado um lugar.
Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando:
"Agora realizou-se a salvação,
a força e a realeza do nosso Deus,
e o poder do seu Cristo".

Palavra do Senhor.
 

SALMO RESPONSORIAL

Salmo 45 (44),10bc.11.12ab.16 
À vossa direita se encontra a rainha,
com veste esplendente de ouro de Ofir.

 

As filhas de reis vêm ao vosso encontro,
e à vossa direita se encontra a rainha 
com veste esplendente de ouro de Ofir.

 

Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
"Esquecei vosso povo e a casa paterna!
Que o Rei se encante com vossa beleza!
Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

 

Entre cantos de festa e com grande alegria,
ingressam, então, no palácio real".

SEGUNDA LEITURA

Cristo, como primícias;
depois os que pertencem a Cristo.

 

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15,20-26.28 
Irmãos:
Cristo ressuscitou dos mortos
como primícias dos que morreram.
Com efeito, por um homem veio a morte e é também
por um homem que vem a ressurreição dos mortos.
Como em Adão todos morrem,
assim também em Cristo todos reviverão.
Porém, cada qual segundo uma ordem determinada:
Em primeiro lugar, Cristo, como primícias;
depois, os que pertencem a Cristo,
por ocasião da sua vinda.
A seguir, será o fim,
quando ele entregar a realeza a Deus-Pai,

depois de destruir todo principado e todo poder e força.
Pois é preciso que ele reine até que todos os seus
inimigos estejam debaixo de seus pés.
O último inimigo a ser destruído é a morte.
Com efeito, "Deus pôs tudo debaixo de seus pés".

Palavra do Senhor.
 

COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS DA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA, MÃE DO SENHOR ANO C

18 de agosto de 2019


Oferecemos abaixo um subsídio elaborado para auxiliar quem prepara as celebrações litúrgicas dominicais. Além do aprofundamento dos textos bíblicos, indicamos também a sua relação com a vida e o mistério celebrado. Colabora com a reflexão: Ir. Helena Ghiggi, pddm, mestre em Bíblia e escritora na Revista de Liturgia.


1. Aprofundando os textos bíblicos: Apocalipse 11,19a; 12,1.3-6a.-10ab; Salmo 45 (44); 1Coríntios 15,20-27a; Lucas 1,39-56
Maria, obediente à palavra, acolhe o plano divino e vai às pressas visitar a casa de Zacarias, Isabel e João Batista, representantes dos justos que esperavam a vinda do Messias Salvador. Isabel, iluminada pelo Espírito Santo, reconhece que Maria é a mãe do Senhor e proclama bem alto: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. A ação do Espírito faz João Batista pular de alegria no ventre da mãe; dançar diante da nova arca da aliança, Maria, a portadora da presença do Salvador, evocando o gesto de Davi ao receber a arca da aliança (cf. 2Sm 6,5). Maria é bendita porque acreditou na promessa do Senhor. Por meio do Magnificat (1,46-55), ela louva e agradece o Senhor (Kyrios) e Salvador pela realização de suas promessas. O Senhor é engrandecido, pois fixou o olhar sobre a humildade, a pequenez de sua serva. As gerações proclamarão Maria bendita, porque o Poderoso realizou coisas grandiosas. A misericórdia do Senhor se estende sobre todas as pessoas, que confiam em sua palavra. Com a força de seu braço, ele se inclina para erguer os humildes e dispersar os planos dos orgulhosos e poderosos. Sacia os famintos com benevolência e protege Israel, cumprindo as promessas feitas a Abraão e a sua descendência. Assim, o Deus da aliança manifesta a fidelidade, socorrendo os necessitados. Na 1ª leitura, a mulher está revestida da glória do Senhor, o sol da justiça. Cristo venceu as forças do mal e libertou as nações da opressão. O salmo é um hino nupcial e, na perspectiva cristã, celebra as núpcias do Rei Messias com o povo. Paulo, na 2ª leitura, acentua que Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. A participação no seu mistério pascal leva a testemunhar sua vitória, alicerçados na esperança da vida plena em Deus. 


2. Atualizando
A comunhão plena de Maria na glória do Pai é apelo para vivermos a vida nova, inaugurada pelo Ressuscitado. “A mãe de Jesus, tal como está nos céus já glorificada, brilha na terra como sinal da esperança para o povo peregrino, até que chegue o dia do Senhor” (Lumen Gentium, n.68). 


3. A palavra de Deus na celebração
Somos bem-aventurados! O Senhor nos convida a estar com Ele. Ao participarmos do mistério de Cristo recebemos de Deus, a alegria e a esperança oferecidas aos pobres e aos humildes. Deus nos oferece a salvação no seu Filho Jesus, mas é preciso acolhê-la – sentar-se à mesa da palavra e da eucaristia. Com a Bem-aventurada, virgem Maria, cantamos as maravilhas que o Senhor fez por nós, sobretudo fazendo-nos participar integralmente do mistério pascal de seu Filho, Jesus Cristo.


4. Dicas e sugestões
Um ícone de Maria pode ajudar a comunidade a entrar no clima da celebração. O ícone é trazido na procissão de entrada, colocado em lugar de destaque e incensado. 


 

TEXTO PATRÍSTICO: DA CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA MUNIFICENTÍSSIMUS DEUS, DO PAPA PIO XII

(AAS 42[1950],760-762.767-769)

 

Nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de Deus, santos padres e grandes doutores dela falaram como de uma festa já conhecida e aceita. Com a maior clareza a expuseram; apresentaram seu sentido e conteúdo com profundas razões, colocando especialmente em plena luz o que esta festa tem em vista: não apenas que o corpo morto da Santa Virgem Maria não sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte e a sua celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito, Jesus Cristo.

São João Damasceno, entre todos o mais notável pregoeiro desta verdade da tradição, comparando a Assunção em corpo e alma da Mãe de Deus com seus outros dons e privilégios, declarou com vigorosa eloqüência: “Convinha que aquela que guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da morte, imune de toda corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos. Convinha que a esposa, desposada pelo Pai, habitasse na câmara nupcial dos céus. Convinha que, tendo demorado o olhar em seu Filho na cruz e recebido no peito a espada da dor, ausente no parto, o contemplasse assentado junto do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse tudo o que pertence ao Filho e fosse venerada por toda criatura como mãe e serva de Deus”.

São Germano de Constantinopla julgava que o fato de o corpo da Virgem Mãe de Deus estar incorrupto e ser levado ao céu não apenas concordava com sua maternidade divina, mas ainda conforme a peculiar santidade deste corpo virginal: “Tu, está escrito, surges com beleza (cf. Sl 44,14); e teu corpo virginal é todo santo, todo casto, todo morada de Deus; de tal forma que ele está para sempre bem longe de desfazer-se em pó; imutado, sim, por ser humano, para a excelsa vida da incorruptibilidade. Está vivo e cheio de glória, incólume e participante da vida perfeita”.

Outro antiqüíssimo escritor assevera: “Portanto, como gloriosa mãe de Cristo, nosso Deus salvador, doador da vida e da imortalidade, foi por ele vivificada para sempre em seu corpo na incorruptibilidade; ele a ergueu do sepulcro e tomou para si, como só ele sabe”.

Todos estes argumentos e reflexões dos santos padres apóiam-se como em seu maior fundamento nas Sagradas Escrituras. Estas como que põem diante dos olhos a santa Mãe de Deus profundamente unida a seu divino Filho, participando constantemente de seu destino.

De modo especial é de lembrar que, desde o segundo século, os santos padres apresentam a Virgem Maria qual nova Eva para o novo Adão: intimamente unida a ele – embora com submissão – na mesma luta contra o inimigo infernal (como tinha sido previamente anunciado no proto-evangelho [cf. Gn 3,15]), luta que iria terminar com a completa vitória sobre o pecado e a morte, coisas que sempre estão juntas nos escritos do Apóstolo das gentes (cf. Rm 5 e 6; 1Cor 15,21-26.54-57). Por este motivo, assim como a gloriosa ressurreição de Cristo era parte essencial e o último sinal desta vitória, assim também devia ser incluída a luta da santa Virgem, a mesma que a de seu Filho, pela glorificação do corpo virginal. O mesmo Apóstolo dissera: Quando o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá o que foi escrito: A morte foi tragada pela vitória (1Cor 15,54; cf. Os 13,14).

Por conseguinte, desde toda a eternidade unida misteriosamente a Jesus Cristo, pelo mesmo desígnio de predestinação, a augusta Mãe de Deus, imaculada na concepção, virgem inteiramente intacta na divina maternidade, generosa companheira do divino Redentor, que obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas conseqüências, ela alcançou ser guardada imune da corrupção do sepulcro, como suprema coroa dos seus privilégios. Semelhantemente a seu Filho, uma vez vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, rainha, refulge à direita do seu Filho, o imortal rei dos séculos.

 

ORAÇÕES EUCOLÓGICAS - SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA

ANO C

Antífona de entrada
Grande sinal apareceu no céu:
uma mulher que tem o sol por manto,
a lua sob os pés,
e uma coroa de doze estrelas na cabeça. (Ap 12,1)

 

Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Sobre as oferendas
Suba até vós, ó Deus, o nosso sacrifício, e, pela intercessão da Virgem Maria, elevada ao céu, acendei em nossos corações o desejo de chegar até vós. Por Cristo Nosso Senhor.

 

Prefácio (A glória de Maria)
Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso.
Hoje, a Virgem Maria, Mãe de Deus, foi elevada à glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho, pois preservastes da corrupção da morte aquela que gerou, de modo inefável, vosso próprio Filho feito homem, autor da vida.
Enquanto esperamos a glória eterna, com os anjos e com os santos, vos aclamamos, jubilosos, a uma só voz...

 

Antífona da comunhão
Todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 
porque o Poderoso fez em mim grandes coisas. (Lc 1, 48-49)

 

Oração depois da comunhão
Ó Deus, que nos alimentastes com o sacramento da salvação, concedei-nos, pela intercessão da Virgem Maria elevada ao céu, chegar à glória da ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.


Pedidos de Oração