21/01/2022


SEXTA-FEIRA DA 2º SEMANA DO TEMPO COMUM


2ª Semana do Saltério | Leituras da semana do Ano par (II) - Cor Verde


Aclamação ao evangelho 2Cor 5,19

Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade;
e a nós ele entregou esta reconciliação.

Evangelho

Chamou os que ele quis, para que ficassem com ele.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 3,13-19

Naquele tempo:
Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis.
E foram até ele.
Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele
e para enviá-los a pregar,
com autoridade para expulsar os demônios.
Designou, pois, os Doze:
Simão, a quem deu o nome de Pedro;
Tiago e João, filhos de Zebedeu,
aos quais deu o nome de Boanerges,
que quer dizer 'filhos do trovão';
André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé,
Tiago, filho de Alfeu, Tadeu,
Simão, o cananeu,
e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.
Palavra da Salvação.

SEXTA-FEIRA DA 2ª SEMANA TEMPO COMUM


2ª Semana do Saltério | Leituras da semana do Ano par (II) - Cor Verde


Não levantarei a mão contra ele,
pois é o ungido do Senhor.

Leitura do Primeiro Livro de Samuel 24,3-21

Naqueles dias:
Saul tomou consigo três mil homens
escolhidos em todo o Israel
e saiu em busca de Davi e de seus homens,
até aos rochedos das cabras monteses.
E chegou aos currais de ovelhas
que encontrou no caminho.
Havia ali uma gruta,
onde Saul entrou para satisfazer suas necessidades.
Davi e seus homens achavam-se no fundo da gruta,
e os homens de Davi disseram-lhe:
'Este certamente é o dia do qual o Senhor te falou:
'Eu te entregarei o teu inimigo,
para que faças dele o que quiseres'.
Então Davi aproximou-se de mansinho
e cortou a ponta do manto de Saul.
Mas logo o seu coração se encheu de remorsos
por ter feito aquilo,
e disse aos seus homens:
'Que o Senhor me livre de fazer uma coisa dessas
ao ungido do Senhor,
levantando a minha mão contra ele, o ungido do Senhor'.
Com essas palavras, Davi conteve os seus homens,
e não permitiu que se lançassem sobre Saul.
Este deixou a gruta e seguiu seu caminho.
Davi levantou-se a seguir, saiu da gruta
e gritou atrás dele:
'Senhor, meu rei!'
Saul voltou-se e Davi inclinou-se até o chão e prostrou-se.
E disse a Saul:
'Por que dás ouvidos às palavras dos que te dizem
que Davi procura fazer-te mal?
Viste hoje com teus próprios olhos
que o Senhor te entregou em minhas mãos, na gruta.
Renunciando a matar-te!
poupei-te a vida, porque pensei:
Não levantarei a mão contra o meu senhor,
pois ele é o ungido do Senhor,
e meu pai.
Presta atenção, e vê em minha mão a ponta do teu manto.
Se eu cortei este pedaço do teu manto e não te matei,
reconhece que não há maldade nem crime em mim,
que não pequei contra ti.
Tu, porém, andas procurando tirar-me a vida.
Que o Senhor seja nosso juiz
e que ele me vingue de ti.
Mas eu nunca levantarei a minha mão contra ti.
'Dos ímpios sairá a impiedade', diz o antigo provérbio;
por isso, a minha mão não te tocará.
A quem persegues tu, ó rei de Israel?
A quem persegues? Um cão morto! E uma pulga!
Pois bem! O senhor seja juiz e julgue entre mim e ti.
Que ele examine e defenda a minha causa,
e me livre das tuas mãos'.
Quando Davi terminou de falar, Saul lhe disse:
'É esta a tua voz, ó meu filho Davi?
E começou a clamar e a chorar
Depois disse a Davi:
'Tu és mais justo do que eu,
porque me tens feito bem e eu só te tenho feito mal.
Hoje me revelaste a tua bondade para comigo,
pois o Senhor me entregou em tuas mãos
e não me mataste.
Qual é o homem que, encontrando o seu inimigo,
o deixa ir embora tranqüilamente?
Que o Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste.
Agora, eu sei com certeza que tu serás rei,
e que terás em tua mão o reino de Israel'.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL


Salmo 56, 2.3.-4.6.11 (R. 2a)

Piedade, Senhor, tende piedade.

Piedade, Senhor, piedade, *
pois em vós se abriga a minh'alma!
De vossas asas, à sombra, me achego, *
até que passe a tormenta, Senhor!

Lanço um grito ao Senhor Deus Altíssimo, *
a este Deus que me dá todo o bem.
Que me envie do céu sua ajuda +
e confunda os meus opressores! *
Deus me envie sua graça e verdade!

Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, *
vossa glória refulja na terra!
Vosso amor é mais alto que os céus, *
mais que as nuvens a vossa verdade!

 

Texto Patrístico


Do Tratado sobre as Virgens, de Santo Ambrósio, bispo.

(Lib. 1, cap. 2.5.7-9: PL 16, [edit. 1845],189-191)


Celebramos o natalício de uma virgem: imitemos sua integridade; é o natalício de uma mártir: ofereçamos sacrifícios. É o aniversário de Santa Inês. Conta-se que sofreu o martírio com a idade de doze anos. Quanto mais detestável foi a crueldade que não poupou sequer tão tenra idade, tanto maior é a força da fé que até naquela idade encontrou testemunho.

Haveria naquele corpo tão pequeno lugar para uma ferida? Mas aquela que quase não tinha tamanho para receber o golpe da espada, teve força para vencer a espada. E isto numa idade em que as meninas não suportam sequer ver o rosto zangado dos pais e choram como se uma picada de alfinete fosse uma ferida!

Mas ela permaneceu impávida entre as mãos ensangüentadas dos carrascos, imóvel perante o arrastar estridente dos pesados grilhões. Oferece o corpo à espada do soldado enfurecido, sem saber o que é a morte, mas pronta para ela. Levada à força até os altares dos ídolos, estende as mãos para Cristo no meio do fogo, e nestas chamas sacrílegas mostra o troféu do Senhor vitorioso. Finalmente, tendo que introduzir o pescoço e ambas as mãos nas algemas de ferro, nenhum elo era suficientemente apertado para segurar membros tão pequeninos.

Novo gênero de martírio? Ainda não preparada para o sofrimento e já madura para a vitória! Mal sabia lutar e facilmente triunfa! Dá uma lição de firmeza apesar de tão pouca idade! Uma recém-casada não se apressaria para o leito nupcial com aquela alegria com que esta virgem correu para o lugar do suplício, levando a cabeça enfeitada não de belas tranças mas de Cristo, e coroada não de flores mas de virtudes.

Todos choram, menos ela. Muitos se admiram de vê-la entregar tão generosamente a vida que ainda não começara a gozar, como se já tivesse vivido plenamente. Todos ficam espantados que já se levante como testemunha de Deus quem, por causa da idade, não podia ainda dar testemunho de si. Afinal, aquela que não mereceria crédito se testemunhasse a respeito de um homem, conseguiu que lhe dessem crédito ao testemunhar acerca de Deus. Pois o que está acima da natureza, pode fazê-lo o Autor da natureza.

Quantas ameaças não terá feito o carrasco para incutir-lhe terror! Quantas seduções para persuadi-la! Quantas propostas para casar com algum deles! Mas sua resposta foi esta: “É uma injúria ao Esposo esperar por outro que me agrade. Aquele que primeiro me escolheu para si, esse é que me receberá. Por que demoras, carrasco? Pereça este corpo que pode ser amado por quem não quero!” Ficou de pé, rezou, inclinou a cabeça.

Terias podido ver o carrasco perturbar-se, como se fosse ele o condenado, tremer a mão que desfecharia o golpe, e empalidecerem os rostos temerosos do perigo alheio, enquanto a menina não temia o próprio perigo. Tendes, pois, numa única vítima um duplo martírio: o da castidade e o da fé. Inês permaneceu virgem e alcançou o martírio.




SANTO(a) DO DIA
21-01 | SANTA INÊS, VIRGEM E MÁRTIR - MEMÓRIA
21-01 | SANTA INÊS, VIRGEM E MÁRTIR - MEMÓRIA

Saiba mais.




TESTEMUNHA DA HUMANIDADE

Pedidos de Oração