2ª Semana do Saltério | Cor: Branco
Aclamação ao Evangelho Jo 20,29
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Acreditaste, Tomé, porque me viste.
Felizes os que crêem, sem ter visto.
Evangelho
O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 3,31-36
“Aquele que vem do alto
está acima de todos.
O que é da terra,
pertence à terra e fala das coisas da terra.
Aquele que vem do céu
está acima de todos.
Dá testemunho daquilo que viu e ouviu,
mas ninguém aceita o seu testemunho.
Quem aceita o seu testemunho
atesta que Deus é verdadeiro.
De fato, aquele que Deus enviou
fala as palavras de Deus,
porque Deus lhe dá o espírito sem medida.
O Pai ama o Filho
e entregou tudo em sua mão.
Aquele que acredita no Filho
possui a vida eterna.
Aquele, porém, que rejeita o Filho
não verá a vida,
pois a ira de Deus permanece sobre ele”.
Palavra da Salvação.
2ª Semana do Saltério | Cor: Branco
Disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo.
Leitura dos Atos dos Apóstolos 5,27-33
Naqueles dias, os guardas
levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio.
O sumo-sacerdote começou a interrogá-los,
dizendo:
“Nós tínhamos proibido expressamente
que vós ensinásseis em nome de Jesus.
Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém
com a vossa doutrina.
E ainda nos quereis tornar responsáveis
pela morte desse homem!”
Então Pedro e os outros apóstolos responderam:
“É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens.
O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus,
a quem vós matastes, pregando-o numa cruz.
Deus, por seu poder, o exaltou,
tornando-o Guia Supremo e Salvador,
para dar ao povo de Israel a conversão
e o perdão dos seus pecados.
E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo,
que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”.
Quando ouviram isto,
ficaram furiosos e queriam matá-los.
Palavra do Senhor.
Salmo 33(34),2 e 9.17-18.19-20 (π. 7a)
R. Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, *
seu louvor estará sempre em minha boca.
Provai e vede quão suave é o Senhor! *
Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! R.
Mas ele volta a sua face contra os maus, *
para da terra apagar sua lembrança.
Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta *
e de todas as angústias os liberta. R.
Do coração atribulado ele está perto *
e conforta os de espírito abatido.
Muitos males se abatem sobre os justos, *
mas o Senhor de todos eles os liberta. R.
Dos Tratados de São Gaudêncio, bispo de Bréscia
(Tract.2: CSEL 68,30-32) (Séc.V)
O dom do Novo Testamento concedido como herança
O sacrifício celeste instituído por Cristo é verdadeiramente um dom do Novo Testamento concedido como herança; é o dom que ele nos deixou como garantia da sua presença, na noite em que foi entregue para ser crucificado. Este é o viático da nossa peregrinação. É o alimento que nos sustenta nos caminhos desta vida até o dia em que, partindo deste mundo, formos ao encontro do Senhor. Pois ele mesmo disse: Se não comerdes a minha carne e não beberdes o meu sangue, não tereis a vida em vós (cf. Jo 6,53).
Ele quis efetivamente com seus dons permanecer junto de nós; quis que as almas, remidas com o seu sangue precioso, se santificassem continuamente pelo memorial de sua Paixão. Por esse motivo, ordenou aos seus discípulos fiéis, constituídos como primeiros sacerdotes de sua Igreja, que sem cessar celebrassem estes mistérios da vida eterna. É necessário, portanto, que estes sacramentos sejam celebrados por todos os sacerdotes em cada Igreja do mundo inteiro, até que Cristo desça novamente dos céus. Deste modo, tanto os sacerdotes como todo o povo fiel, tendo diariamente ante os olhos o sacramento da Paixão de Cristo, tomando-o nas suas mãos e recebendo-o na boca e no coração, guardem indelével a memória de nossa redenção.
Com razão se considera o pão como uma imagem inteligível do Corpo de Cristo. De fato, assim como para fazer o pão é necessário reunir muitos grãos de trigo, transformá-los em farinha, amassar a farinha com água e cozê-la ao fogo, assim também o Corpo de Cristo reúne a multidão de todo o gênero humano e o leva à perfeita unidade de um só corpo por meio do fogo do Espírito Santo.
Cristo nasceu pelo poder do Espírito Santo. E porque convinha que nele se cumprisse toda a justiça, penetrou nas águas do batismo para santificá-las, e saiu do rio Jordão cheio do Espírito Santo que tinha descido sobre ele em forma de pomba. O evangelista dá testemunho disso dizendo: Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão (Lc 4,1).
Do mesmo modo, o vinho do seu sangue, proveniente de muitos cachos, quer dizer, feito das uvas da videira por ele plantada, espremido no lagar da cruz, fermenta por si mesmo em amplos recipientes que são os corações dos fiéis. Todos vós, pois, que fostes libertados do Egito e do poder do Faraó, isto é, do demônio, recebei com santa avidez de coração junto conosco, este sacrifício pascal portador de salvação. E assim, sejamos santificados até o mais íntimo de nosso ser por Jesus Cristo nosso Senhor, que cremos estar presente em seus sacramentos. Seu poder inestimável permanece por todos os séculos.
Fonte: Liturgia das Horas, II- Tempo da Quaresma, Tríduo Pascal, Tempo da Páscoa, 1995