29/03/2026


Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, Ano A


A Semana Santa, que inclui o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão e a Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém. Em todas as missas deste dia, faz-se a memória da entrada do Senhor em Jerusalém seja pela procissão ou entrada solene na missa. A bênção e a Procissão de Ramos são inseparáveis. Durante a Paixão, não se usa incenso nem velas. 

Hoje Coleta como gesto concreto da Campanha da Fraternidade.


EVANGELHO DA PROCISSÃO DE RAMOS

Bendito o que vem em nome do Senhor.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,1-11

Naquele tempo:
Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém
e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras.
Então Jesus enviou dois discípulos,
dizendo-lhes: 'Ide até o povoado que está ali na
frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada,
e com ela um jumentinho.
Desamarrai-a e trazei-os a mim!
Se alguém vos disser alguma coisa, direis:
'O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá'.'
Isso aconteceu para se cumprir
o que foi dito pelo profeta:
'Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti,
manso e montado num jumento,
num jumentinho, num potro de jumenta.'
Então os discípulos foram
e fizeram como Jesus lhes havia mandado.
Trouxeram a jumenta e o jumentinho
e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou.
A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho,
enquanto outros cortavam ramos das árvores,
e os espalhavam pelo caminho.
As multidões que iam na frente de Jesus
e os que o seguiam, gritavam:
'Hosana ao Filho de Davi!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana no mais alto dos céus!'
Quando Jesus entrou em Jerusalém
a cidade inteira se agitou, e diziam:
'Quem é este homem?'
E as multidões respondiam:
'Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia.'
Palavra da Salvação.


Aclamação ao Evangelho Fl 2,8-9

R. Glória e louvor a vós, ó Cristo.
V. Jesus Cristo se tornou obediente,
    obediente até a morte numa cruz.
    Pelo que o Senhor Deus o exaltou
    e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.

Evangelho da Paixão na Missa

O que me dareis se vos entregar Jesus?

+ Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 26,14-27,66

Naquele tempo:
Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,
foi ter com os sumos sacerdotes
e disse: 'O que me dareis se vos entregar Jesus?'
Combinaram, então, trinta moedas de prata.
E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade
para entregar Jesus.

Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?

No primeiro dia da festa dos Ázimos,
os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram: 'Onde queres que façamos os preparativos
para comer a Páscoa?'

Jesus respondeu: 'Ide à cidade,
procurai certo homem e dizei-lhe:
'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo,
vou celebrar a Páscoa em tua casa,
junto com meus discípulos'.'

Os discípulos fizeram como Jesus mandou
e prepararam a Páscoa.

Um de vós vai me trair.

Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa
com os doze discípulos.
Enquanto comiam, Jesus disse:
'Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.'
Eles ficaram muito tristes
e, um por um, começaram a lhe perguntar:
'Senhor, será que sou eu?'
Jesus respondeu:
'Quem vai me trair é aquele
que comigo põe a mão no prato.

O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele.
Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!
Seria melhor que nunca tivesse nascido!'

Então Judas, o traidor, perguntou:
'Mestre, serei eu?'
Jesus lhe respondeu: 'Tu o dizes.'

Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue.

Enquanto comiam, Jesus tomou um pão
e, tendo pronunciado a bênção,
partiu-o, distribuiu-o aos discípulos,
e disse: 'Tomai e comei, isto é o meu corpo.'
Em seguida, tomou um cálice,
deu graças e entregou-lhes, dizendo:
'Bebei dele todos.
Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança,
que é derramado em favor de muitos,
para remissão dos pecados.
Eu vos digo: de hoje em diante
não beberei deste fruto da videira,
até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo
no Reino do meu Pai.'

Depois de terem cantado salmos,
foram para o monte das Oliveiras.

Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão.

Então Jesus disse aos discípulos:
'Esta noite,
vós ficareis decepcionados por minha causa.
Pois assim diz a Escritura: 'Ferirei o pastor
e as ovelhas do rebanho se dispersarão.'
Mas, depois de ressuscitar,
eu irei à vossa frente para a Galiléia.'

Disse Pedro a Jesus:
'Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa,
eu jamais ficarei.'

Jesus lhe declarou:
'Em verdade eu te digo, que, esta noite,
antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.'

Pedro respondeu:
'Ainda que eu tenha de morrer contigo,
mesmo assim não te negarei.'

E todos os discípulos disseram a mesma coisa.

Começou a ficar triste e angustiado.

Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani,
e disse: 'Sentai-vos aqui,
enquanto eu vou até ali para rezar!'

Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu,
e começou a ficar triste e angustiado.
Então Jesus lhes disse:
'Minha alma está triste até á morte.
Ficai aqui e vigiai comigo!'

Jesus foi um pouco mais adiante,
prostrou-se com o rosto por terra e rezou:
'Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice.
Contudo, não seja feito como eu quero,
mas sim como tu queres.'

Voltando para junto dos discípulos,
Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro:
'Vós não fostes capazes de fazer
uma hora de vigília comigo?

Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação;
pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.'

Jesus se afastou pela segunda vez e rezou:
'Meu Pai, se este cálice não pode passar
sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!'

Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo,
porque seus olhos estavam pesados de sono.
Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira
vez, repetindo as mesmas palavras.
Então voltou para junto dos discípulos e disse:
'Agora podeis dormir e descansar.
Eis que chegou a hora
e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores.
Levantai-vos! Vamos!
Aquele que me vai trair, já está chegando.'

Lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.

Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze,
com uma grande multidão armada de espadas e paus.
Vinham a mandado dos sumos sacerdotes
e dos anciãos do povo.
O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:
'Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!'
Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo:
'Salve, Mestre!' E beijou-o.
Jesus lhe disse:
'Amigo, a que vieste?'
Então os outros avançaram
lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.
Nesse momento, um dos que estavam com Jesus
estendeu a mão, puxou a espada,
e feriu o servo do Sumo Sacerdote,
cortando-lhe a orelha.
Jesus, porém, lhe disse:
'Guarda a espada na bainha!
pois todos os que usam a espada pela espada morrerão.
Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai
e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos?
Então, como se cumpririam as Escrituras,
que dizem que isso deve acontecer?'

E, naquela hora, Jesus disse à multidão:
'Vós viestes com espadas e paus para me prender,
como se eu fosse um assaltante.
Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar,
e vós não me prendestes.'

Porém, tudo isto aconteceu
para se cumprir o que os profetas escreveram.

Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram.

Vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso.

Aqueles que prenderam Jesus
levaram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás,
onde estavam reunidos os mestres da Lei e os anciãos.
Pedro seguiu Jesus de longe
até o pátio interno da casa do Sumo Sacerdote.
Entrou e sentou-se com os guardas
para ver como terminaria tudo aquilo.
Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio
procuravam um falso testemunho contra Jesus,
a fim de condená-lo à morte.
E nada encontraram,
embora se apresentassem muitas falsas testemunhas.
Por fim, vieram duas testemunhas,
que afirmaram: 'Este homem declarou:
'posso destruir o Templo de Deus
e construí-lo de novo em três dias'.'

Então o Sumo Sacerdote levantou-se
e perguntou a Jesus: 'Nada tens a responder
ao que estes testemunham contra ti?'

Jesus, porém, continuava calado.
E o Sumo Sacerdote lhe disse:
'Eu te conjuro pelo Deus vivo
que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus.'

Jesus respondeu: 'Tu o dizes.
Além disso, eu vos digo que de agora em diante
vereis o Filho do Homem
sentado à direita do Todo-poderoso,
vindo sobre as nuvens do céu.'

Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes
e disse: 'Blasfemou!
Que necessidade temos ainda de testemunhas?
Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia.
Que vos parece?'

Responderam:

'É réu de morte!'
Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam.
Outros lhe deram bordoadas,
dizendo:

'Faze-nos uma profecia, Cristo,
quem foi que te bateu?'

Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.

Pedro estava sentado fora, no pátio.
Uma criada chegou perto dele e disse:
'Tu também estavas com Jesus, o Galileu!'
Mas ele negou diante de todos:
'Não sei o que tu estás dizendo'.
E saiu para a entrada do pátio.
Então uma outra criada viu Pedro
e disse aos que estavam ali:
'Este também estava com Jesus, o Nazareno.'
Pedro negou outra vez, jurando:
'Nem conheço esse homem!'
Pouco depois, os que estavam ali
aproximaram-se de Pedro e disseram:
'É claro que tu também és um deles,
pois o teu modo de falar te denuncia.'

Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo
que não conhecia esse homem!
E nesse instante o galo cantou.
Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito:
'Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.'
E saindo dali, chorou amargamente.

Entregaram Jesus a Pilatos, o governador.

De manhã cedo,
todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo
convocaram um conselho contra Jesus,
para condená-lo à morte.
Eles o amarraram, levaram-no
e o entregaram a Pilatos, o governador.

Não é lícito colocá-las no tesouro porque é preço de sangue.

Então Judas, o traidor,
ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido
e foi devolver as trinta moedas de prata
aos sumos sacerdotes e aos anciãos,
dizendo:
'Pequei, entregando à morte um homem inocente.'
Eles responderam: 'O que temos nós com isso?
O problema é teu.'

Judas jogou as moedas no santuário,
saiu e foi se enforcar.
Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram:
'É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo,
porque é preço de sangue.'

Então discutiram em conselho
e compraram com elas o Campo do Oleiro,
para aí fazer o cemitério dos estrangeiros.
É por isso que aquele campo até hoje
é chamado de 'Campo de Sangue'.
Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias:
'Eles pegaram as trinta moedas de prata
- preço do Precioso,
preço com que os filhos de Israel o avaliaram -
e as deram em troca do Campo do Oleiro,
conforme o Senhor me ordenou!'

Tu és o rei dos judeus?

Jesus foi posto diante do governador,
e este o interrogou:
'Tu és o rei dos judeus?'
Jesus declarou: 'É como dizes',
e nada respondeu, quando foi acusado
pelos sumos sacerdotes e anciãos.
Então Pilatos perguntou:
'Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?'
Mas Jesus não respondeu uma só palavra,
e o governador ficou muito impressionado.
Na festa da Páscoa,
o governador costumava soltar o prisioneiro
que a multidão quisesse.
Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,
chamado Barrabás.
Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
'Quem vós quereis que eu solte:
Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?'

Pilatos bem sabia
que eles haviam entregado Jesus por inveja.
Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,
sua mulher mandou dizer a ele:
'Não te envolvas com esse justo! porque esta noite,
em sonho, sofri muito por causa dele.'

Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos
convenceram as multidões para que pedissem Barrabás
e que fizessem Jesus morrer.
O governador tornou a perguntar:
'Qual dos dois quereis que eu solte?'
Eles gritaram: 'Barrabás.'
Pilatos perguntou: 'Que farei com Jesus,
que chamam de Cristo?'

Todos gritaram: 'Seja crucificado!'
Pilatos falou: 'Mas, que mal ele fez?'
Eles, porém, gritaram com mais força:
'Seja crucificado!'
Pilatos viu que nada conseguia
e que poderia haver uma revolta.
Então mandou trazer água,
lavou as mãos diante da multidão, e disse:
'Eu não sou responsável pelo sangue deste homem.
Este é um problema vosso!'

O povo todo respondeu:
'Que o sangue dele caia sobre nós
e sobre os nossos filhos'.

Então Pilatos soltou Barrabás,
mandou flagelar Jesus,
e entregou-o para ser crucificado.

Salve, rei dos judeus!

Em seguida, os soldados de Pilatos
levaram Jesus ao palácio do governador,
e reuniram toda a tropa em volta dele.
Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
depois teceram uma coroa de espinhos,
puseram a coroa em sua cabeça,
e uma vara em sua mão direita.
Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram,
dizendo:'Salve, rei dos judeus!'
Cuspiram nele
e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.
Depois de zombar dele,
tiraram-lhe o manto vermelho
e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas.
Daí o levaram para crucificar.

Com ele também crucificaram dois ladrões.

Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão,
da cidade de Cirene,
e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
E chegaram a um lugar chamado Gólgota,
que quer dizer 'lugar da caveira'.
Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber.
Ele provou, mas não quis beber.
Depois de o crucificarem,
fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.
E ficaram ali sentados, montando guarda.
Acima da cabeça de Jesus
puseram o motivo da sua condenação:
'Este é Jesus, o Rei dos Judeus.'
Com ele também crucificaram dois ladrões,
um à direita e outro à esquerda de Jesus.

Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

As pessoas que passavam por ali o insultavam,
balançando a cabeça e dizendo:
'Tu que ias destruir o Templo
e construí-lo de novo em três dias,
salva-te a ti mesmo!
Se és o Filho de Deus, desce da cruz!'

Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,
junto com os mestres da Lei e os anciãos,
também zombaram de Jesus:
'A outros salvou... a si mesmo não pode salvar!
É Rei de Israel... Desça agora da cruz!
e acreditaremos nele.
Confiou em Deus; que o livre agora,
se é que Deus o ama!
Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.'

Do mesmo modo, também os dois ladrões
que foram crucificados com Jesus, o insultavam.

Eli, Eli, lamá sabactâni?

Desde o meio-dia até às três horas da tarde,
houve escuridão sobre toda a terra.
Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
'Eli, Eli, lamá sabactâni?',
que quer dizer: 'Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?'

Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
'Ele está chamando Elias!'
E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,
ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara,
e lhe deu para beber.
Outros, porém, disseram:
'Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!'
Então Jesus deu outra vez um forte grito
e entregou o espírito.

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

E eis que a cortina do santuário
rasgou-se de alto a baixo, em duas partes,
a terra tremeu e as pedras se partiram.
Os túmulos se abriram
e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!
Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,
apareceram na Cidade Santa
e foram vistos por muitas pessoas.
O oficial e os soldados
que estavam com ele guardando Jesus,
ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido,
ficaram com muito medo e disseram:
'Ele era mesmo Filho de Deus!'
Grande número de mulheres estava alí, olhando de longe.
Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia,
prestando-lhe serviços.
Entre elas estavam Maria Madalena,
Maria, mãe de Tiago e de José,
e a mãe dos filhos de Zebedeu.

José colocou o corpo de Jesus em um túmulo novo.

Ao entardecer,
veio um homem rico de Arimateia, chamado José,
que também se tornara discípulo de Jesus.
Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo.
José, tomando o corpo,
envolveu-o num lençol limpo,
e o colocou em um túmulo novo,
que havia mandado escavar na rocha.
Em seguida, rolou uma grande pedra
para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se.
Maria Madalena e a outra Maria
estavam ali sentadas, diante do sepulcro.

Tendes uma guarda. Ide, guardai o sepulcro como melhor vos parecer.

No dia seguinte,
como era o dia depois da preparação para o sábado,
os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com
Pilatos,
e disseram: 'Senhor, nós nos lembramos
de que quando este impostor ainda estava vivo, disse:
'Depois de três dias eu ressuscitarei!'
Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia,
para não acontecer que os discípulos venham roubar o
corpo e digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos!'
pois essa última impostura seria pior do que a
primeira.'
Pilatos respondeu: 'Tendes uma guarda.
Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer.'
Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro:
lacraram a pedra e montaram guarda.
Palavra da Salvação 


EVANGELHO (mais breve)

+ Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 27,11-54

Tu és o rei dos judeus?

Naquele tempo, 
Jesus foi posto diante do Pôncio Pilatos,
e este o interrogou:
"Tu és o rei dos judeus?"
Jesus declarou: "É como dizes",
e nada respondeu, quando foi acusado
pelos sumos sacerdotes e anciãos.
Então Pilatos perguntou:
"Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?"
Mas Jesus não respondeu uma só palavra,
e o governador ficou muito impressionado.
Na festa da Páscoa,
o governador costumava soltar o prisioneiro
que a multidão quisesse.
Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,
chamado Barrabás.
Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
"Quem vós quereis que eu solte:
Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?"
Pilatos bem sabia
que eles haviam entregado Jesus por inveja.
Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,
sua mulher mandou dizer a ele:
"Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite,
em sonho, sofri muito por causa dele".
Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos
convenceram as multidões para que pedissem Barrabás
e que fizessem Jesus morrer.
O governador tornou a perguntar:
"Qual dos dois quereis que eu solte?"
Eles gritaram: "Barrabás".
Pilatos perguntou: "Que farei com Jesus,
que chamam de Cristo?"
Todos gritaram: "Seja crucificado!"
Pilatos falou: "Mas, que mal ele fez?"
Eles, porém, gritaram com mais força:
"Seja crucificado!"
Pilatos viu que nada conseguia
e que poderia haver uma revolta.
Então mandou trazer água,
lavou as mãos diante da multidão, e disse:
"Eu não sou responsável pelo sangue deste homem.
Este é um problema vosso!"
O povo todo respondeu:
"Que o sangue dele caia sobre nós
e sobre os nossos filhos".
Então Pilatos soltou Barrabás,
mandou flagelar Jesus,
e entregou-o para ser crucificado.

Salve, rei dos judeus!

Em seguida, os soldados de Pilatos
levaram Jesus ao palácio do governador,
e reuniram toda a tropa em volta dele.
Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
depois teceram uma coroa de espinhos,
puseram a coroa em sua cabeça,
e uma vara em sua mão direita.
Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram,
dizendo: "Salve, rei dos judeus!"
Cuspiram nele
e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.
Depois de zombar dele,
tiraram-lhe o manto vermelho
e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas.
Daí o levaram para crucificar.

Com ele também crucificaram dois ladrões.

Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão,
da cidade de Cirene,
e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
E chegaram a um lugar chamado Gólgota,
que quer dizer "lugar da caveira".
Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber.
Ele provou, mas não quis beber.
Depois de o crucificarem,
fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.
E ficaram ali sentados, montando guarda.
Acima da cabeça de Jesus
puseram o motivo da sua condenação:
"Este é Jesus, o Rei dos Judeus".
Com ele também crucificaram dois ladrões,
um à direita e outro à esquerda de Jesus.

Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

As pessoas que passavam por ali o insultavam,
balançando a cabeça e dizendo:

"Tu que ias destruir o Templo
e construí-lo de novo em três dias,
salva-te a ti mesmo!
Se és o Filho de Deus, desce da cruz!"

Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,
junto com os mestres da Lei e os anciãos,
também zombaram de Jesus:

"A outros salvou... a si mesmo não pode salvar!
É Rei de Israel... Desça agora da cruz!
e acreditaremos nele.
Confiou em Deus; que o livre agora,
se é que Deus o ama!
Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus".
Do mesmo modo, também os dois ladrões
que foram crucificados com Jesus, o insultavam.

Eli, Eli, lamá sabactâni?

Desde o meio-dia até às três horas da tarde,
houve escuridão sobre toda a terra.
Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
"Eli, Eli, lamá sabactâni?",
que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?"
Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
"Ele está chamando Elias!"
E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,
ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara,
e lhe deu para beber.
Outros, porém, disseram:
"Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!"

Então Jesus deu outra vez um forte grito
e entregou o espírito.

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.


E eis que a cortina do santuário
rasgou-se de alto a baixo, em duas partes,
a terra tremeu e as pedras se partiram.

Os túmulos se abriram
e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!
Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,
apareceram na Cidade Santa
e foram vistos por muitas pessoas.
O oficial e os soldados
que estavam com ele guardando Jesus,
ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido,
ficaram com muito medo e disseram:
"Ele era mesmo Filho de Deus!" 
Palavra da Salvação.

 

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, Ano A


A Semana Santa, que inclui o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão e a Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém. Em todas as missas deste dia, faz-se a memória da entrada do Senhor em Jerusalém seja pela procissão ou entrada solene na missa. A bênção e a Procissão de Ramos são inseparáveis. Durante a Paixão, não se usa incenso nem velas.  Hoje Coleta como gesto concreto da Campanha da Fraternidade.


Cor: Vermelho | 2º Semana do Saltério |  Ano Par (II) 


Não desviei meu rosto das bofetadas e
cusparadas; sei que não serei humilhado.

Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-7

O Senhor Deus deu-me língua adestrada,
para que eu saiba dizer
palavras de conforto à pessoa abatida;
ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,
para prestar atenção como um discípulo.
O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
Ofereci as costas para me baterem e
as faces para me arrancarem a barba;
não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.
Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,
por isso não me deixei abater o ânimo,
conservei o rosto impassível como pedra,
porque sei que não sairei humilhado.
Palavra do Senhor.

 

Salmo Responsorial


Salmo 21,8-9.17-18a.19-20.23-24 (R.2a)

R: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

Riem de mim todos aqueles que me veem,*
torcem os lábios e sacodem a cabeça:
'Ao Senhor se confiou, ele o liberte*
e agora o salve, se é verdade que ele o ama!' R

Cães numerosos me rodeiam furiosos,*
e por um bando de malvados fui cercado.
Transpassaram minhas mãos e os meus pés
e eu posso contar todos os meus ossos.*
Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam! R 

Eles repartem entre si as minhas vestes*
e sorteiam entre si a minha túnica.
Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,*
ó minha força, vinde logo em meu socorro! R

Anunciarei o vosso nome a meus irmãos*
e no meio da assembleia hei de louvar-vos!
Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,
glorificai-o, descendentes de Jacó,*
e respeitai-o toda a raça de Israel! R

 

Cifra e partitura neste link: https://www.arquidiocesedegoiania.org.br/liturgia/cifras-partituras/celebracoes-dominicais/ano-a-2019-2020

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, Ano A


A Semana Santa, que inclui o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão e a Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém. Em todas as missas deste dia, faz-se a memória da entrada do Senhor em Jerusalém seja pela procissão ou entrada solene na missa. A bênção e a Procissão de Ramos são inseparáveis. Durante a Paixão, não se usa incenso nem velas.  Hoje Coleta como gesto concreto da Campanha da Fraternidade.


Cor: Vermelho | 2º Semana do Saltério |  Ano Par (II) 


Humilhou-se a si mesmo; por isso,
Deus o exaltou acima de tudo.

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,6-11

Jesus Cristo, existindo em condição divina,
não fez do ser igual a Deus uma usurpação,
mas ele esvaziou-se a si mesmo,
assumindo a condição de escravo
e tornando-se igual aos homens.
Encontrado com aspecto humano,
humilhou-se a si mesmo,
fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
Por isso, Deus o exaltou acima de tudo
e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.
Assim, ao nome de Jesus,
todo joelho se dobre no céu,
na terra e abaixo da terra,
e toda lingua proclame: 'Jesus Cristo é o Senhor',
para a glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.

 

Comentário dos textos bíblicos


ANTES DACELEBRAÇÃO

Leitura orante dos textos bíblicos: 

Ler primeiro o Evangelho, de Mateus 21,1-11, e conversar sobre o que chamou a atenção no texto. Em seguida, ler a primeira leitura, de Isaías 50,4-7, o salmo responsorial, Salmo 22(21), e a segunda leitura, de Filipenses 2,6-11. A partir disso, observar como esses textos combinam com o Evangelho. 

Perspectiva para homilia

A narrativa da entrada de Jesus em Jerusalém é anúncio profético de sua paixão e morte. Jesus revela seu messianismo não como o rei poderoso que vai a cavalo ou usa um carro de guerra, ele vem sobre um jumento, humilde animal de serviço. As multidões o reconhecem como Cristo que vem em nome do Senhor, o profeta de Nazaré da Galileia que manifesta a Boa Nova do Reino de Deus a todas as gentes. Na sequência da liturgia deste domingo ouvimos o relato da paixão segundo Mateus, que começa com a última ceia de Jesus e a traição de Judas, um dos seus discípulos. Nesta ceia pascal Jesus entrega a sua vida oferecendo ao Pai uma oração de ação de graças, um verdadeiro sacrifício de louvor, partilhando com os comensais pão e vinho, sinais do corpo e do sangue entregues na cruz. 

NA CELEBRAÇÃO

Neste domingo lembramos a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém, um pobre, montado num jumentinho, aplaudido pelo povo como salvador. Vamos nós também erguer nossos ramos, lembrando-nos de populações inteiras, esmagadas pela guerra em ânsia pela paz.

 

Fonte: Revista de Liturgia, edição 314 - Acesse e conheça mais: https:https://revistadeliturgia.com.br/

Texto Patrístico


Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo
(Oratio 9 in ramos palmarum: PG 97,990-994)(Séc. VIII)


Vinde, subamos juntos ao monte das Oliveiras e corramos ao encontro de Cristo, que hoje volta de Betânia e se encaminha voluntariamente para aquela venerável e santa Paixão, a fim de realizar o mistério de nossa salvação.

Caminha o Senhor livremente para Jerusalém, ele que desceu do céu por nossa causa – prostrados que estávamos por terra – para elevar-nos consigo bem acima de toda autoridade, poder, potência e soberania ou qualquer título que se possa mencionar (Ef 1,21), como diz a Escritura.

O Senhor vem, mas não rodeado de pompa, como se fosse conquistar a glória. Ele não discutirá, diz a Escritura, nem gritará, e ninguém ouvirá sua voz (Mt 12,19; cf. Is 42,2). Pelo contrário, será manso e humilde, e se apresentará com vestes pobres e aparência modesta.

Acompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua Paixão e imitemos os que foram ao seu encontro. Não para estendermos à sua frente, no caminho, ramos de oliveira ou de palma, tapetes ou mantos, mas para nos prostrarmos a seus pés, com humildade e retidão de espírito, a fim de recebermos o Verbo de Deus que se aproxima, e acolhermos aquele Deus que lugar algum pode conter.

Alegra-se Jesus Cristo, porque deste modo nos mostra a sua mansidão e humildade, e se eleva, por assim dizer, sobre o ocaso (cf. Sl 67,5) de nossa infinita pequenez; ele veio ao nosso encontro e conviveu conosco, tornando-se um de nós, para nos elevar e nos reconduzir a si.

Diz um salmo que ele subiu pelo mais alto dos céus ao Oriente (cf. Sl 67,34), isto é, para a excelsa glória da sua divindade, como primícias e antecipação da nossa condição futura; mas nem por isso abandonou o gênero humano, porque o ama e quer elevar consigo a nossa natureza, erguendo-a do mais baixo da terra, de glória em glória, até torná-la participante da sua sublime divindade.

Portanto, em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo. Revestidos de sua graça, ou melhor, revestidos dele próprio, – vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo (Gl 3,27) – prostremo-nos a seus pés como mantos estendidos.

Éramos antes como escarlate por causa dos nossos pecados, mas purificados pelo batismo da salvação, nos tornamos brancos como a lã. Por conseguinte, não ofereçamos mais ramos e palmas ao vencedor da morte, porém o prêmio da sua vitória.

Agitando nossos ramos espirituais, o aclamemos todos os dias, juntamente com as crianças, dizendo estas santas palavras: “Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel”.
 

 


Pedidos de Oração