2ª Semana do Saltério | Cor: Branco
Aclamação ao Evangelho Jo 3,14b.15
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. O Filho do Homem há de ser levantado,
para que, quem nele crer, possua a vida eterna.
Evangelho
Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele
que desceu do céu, o Filho do Homem.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 3,7b-15
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos:
“Vós deveis nascer do alto.
O vento sopra onde quer
e tu podes ouvir o seu ruído,
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai.
Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.
Nicodemos perguntou:
“Como é que isso pode acontecer?”
Respondeu-lhe Jesus:
“Tu és mestre em Israel,
mas não sabes estas coisas?
Em verdade, em verdade te digo,
nós falamos daquilo que sabemos
e damos testemunho daquilo que temos visto,
mas vós não aceitais o nosso testemunho.
Se não acreditais,
quando vos falo das coisas da terra,
como acreditareis
se vos falar das coisas do céu?
E ninguém subiu ao céu,
a não ser aquele que desceu do céu,
o Filho do Homem.
Do mesmo modo como Moisés
levantou a serpente no deserto,
assim é necessário
que o Filho do Homem seja levantado,
para que todos os que nele crerem
tenham a vida eterna”.
Palavra da Salvação.
2ª Semana do Saltério | Cor: Branco
Um só coração e uma só alma.
Leitura dos Atos dos Atos dos Apóstolos 4,32-37
A multidão dos fiéis
era um só coração e uma só alma.
Ninguém considerava como
próprias as coisas que possuía,
mas tudo entre eles era posto em comum.
Com grandes sinais de poder,
os apóstolos davam testemunho
da ressurreição do Senhor Jesus.
E os fiéis eram estimados por todos.
Entre eles ninguém passava necessidade,
pois aqueles que possuíam terras ou casas,
vendiam-nas, levavam o dinheiro,
e o colocavam aos pés dos apóstolos.
Depois, era distribuído
conforme a necessidade de cada um.
José, chamado pelos apóstolos de Barnabé,
que significa filho da consolação,
levita e natural de Chipre,
possuía um campo.
Vendeu e foi depositar o dinheiro
aos pés dos apóstolos.
Palavra do Senhor.
Salmo 92(93),1ab.1c-2.5 (π. 1a)
R. Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Deus é Rei e se vestiu de majestade, *
revestiu-se de poder e de esplendor! R.
Vós firmastes o universo inabalável,†
vós firmastes vosso trono desde a origem, *
desde sempre, ó Senhor, vós existis! R.
Verdadeiros são os vossos testemunhos, †
refulge a santidade em vossa casa, *
pelos séculos dos séculos, Senhor! R.
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Dos “Livros a Monimo”, de São Fulgêncio, bispo de Ruspe
(Lib. 2,11-12: CCL 91,46-48)(Séc.VI)
Sacramento da unidade e da caridade
A edificação espiritual do corpo de Cristo realiza-se na caridade, segundo as palavras de São Pedro: “Como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1Pd 2,5). Esta edificação espiritual atinge sua maior eficácia no momento em que o próprio Corpo do Senhor, que é a Igreja, no sacramento do pão e do cálice, oferece o corpo e o sangue de Cristo: o cálice que bebemos é a comunhão com o sangue de Cristo; e o pão que partimos, é a comunhão como corpo de Cristo. Porque há um só pão, nós todos participamos desse único pão (cf. 1Cor 10,16-17).
Por isso pedimos que a mesma graça que faz da Igreja o Corpo de Cristo, faça com que todos os membros, unidos pelos laços da caridade, perseverem firmemente na unidade do corpo. E com razão suplicamos que isto se realize em nós pelo dom daquele Espírito que é ao mesmo tempo o Espírito do Pai e do Filho; porque sendo a Santíssima Trindade, na unidade de natureza, igualdade e amor, o único e verdadeiro Deus, é unânime a ação das três Pessoas divinas na obra santificadora daqueles que adota como filhos.
Eis por que está escrito: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). O Espírito Santo, que é unidade do Pai e do Filho, realiza agora naqueles a quem concedeu a graça da adoção divina, transformação idêntica à que realizou naqueles que receberam o mesmo Espírito, conforme lemos no livro dos Atos dos Apóstolos: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma” (At 4,32). Quem fez dessa multidão dos que creram em Deus um só coração e uma só alma, foi aquele Espírito que é unidade do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é um só Deus.
Por isso, o Apóstolo exorta a conservarmos com toda a solicitude esta unidade do espírito no vínculo da paz, quando diz aos efésios: “Eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: com toda a humildade e mansidão, suportando-vos uns aos outros com paciência, no amor. Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito” (Ef 3,1-4).
Deus, com efeito, enquanto conserva na Igreja o amor que ela recebeu pelo Espírito Santo, transforma-a num sacrifício agradável a seus olhos. De modo, que, recebendo continuamente esse dom da caridade espiritual, a Igreja possa sempre se apresentar como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.