23/03/2026


Segunda-feira, 5ª Semana da Quaresma


Cor: Roxa | 1º Semana do Saltério | Ano Par (II) 


Aclamação ao Evangelho  Ez 33,11

R. Glória a vós, Senhor Jesus,
Primogênito dentre os mortos!

V. Não quero a morte do pecador, diz o Senhor,
mas que ele volte, se converta e tenha vida.

EVANGELHO

Quem dentre vós não tiver pecado,
seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 8,1-11

Naquele tempo,
Jesus foi para o monte das Oliveiras.
De madrugada, voltou de novo ao Templo.
Todo o povo se reuniu em volta dele.
Sentando-se, começou a ensiná-los.
Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus
trouxeram uma mulher surpreendida em adultério.
Colocando-a no meio deles,
disseram a Jesus:
“Mestre, esta mulher foi surpreendida em
flagrante adultério.
Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres.
Que dizes tu?”
Perguntavam isso para experimentar Jesus
e para terem motivo de o acusar.
Mas Jesus, inclinando-se,
começou a escrever com o dedo no chão.
Como persistissem em interrogá-lo,
Jesus ergueu-se e disse:
“Quem dentre vós não tiver pecado,
seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”.
E tornando a inclinar-se,
continuou a escrever no chão.
E eles, ouvindo o que Jesus falou,
foram saindo um a um,
a começar pelos mais velhos;
e Jesus ficou sozinho,
com a mulher que estava lá, no meio, em pé.
Então Jesus se levantou e disse:
“Mulher, onde estão eles?
Ninguém te condenou?”
Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”.
Então Jesus lhe disse:
“Eu, também, não te condeno.
Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.
Palavra da Salvação.

Segunda-feira, 5ª Semana da Quaresma


Cor: Roxa | 1º Semana do Saltério | Ano Par (II) 


Estou condenada a morrer, quando nada fiz.

Leitura da Profecia de Daniel 13,1-9.15-17.19-30.33-62
Naqueles dias,
na Balilônia vivia um homem chamado Joaquim.
Estava casado com uma mulher
chamada Susana, filha de Helcias,
que era muito bonita e temente a Deus.
Também os pais dela eram pessoas justas
e tinham educado a filha
de acordo com a lei de Moisés.
Joaquim era muito rico
e possuía um pomar junto à sua casa.
Muitos judeus costumavam visitá-lo,
pois era o mais respeitado de todos.
Ora, naquele ano,
tinham sido nomeados juízes dois anciãos do povo,
a respeito dos quais o Senhor havia dito:
“Da Babilônia brotou a maldade de anciãos-juízes,
que passavam por condutores do povo”.
Eles freqüentavam a casa de Joaquim,
e todos os que tinham alguma questão
se dirigiam a eles.
Ora, pelo meio-dia, quando o povo se dispersava,
Susana costumava entrar
e passear no pomar de seu marido.
Os dois anciãos viam-na todos os dias
entrar e passear,
e acabaram por se apaixonar por ela.
Ficaram desnorteados,
a ponto de desviarem os olhos
para não olharem para o céu,
e se esqueceram dos seus justos julgamentos.
Assim, enquanto os dois
estavam à espera de uma ocasião favorável,
certo dia, Susana entrou no pomar como de costume,
acompanhada apenas por duas empregadas.
E sentiu vontade de tomar banho,
por causa do calor.
Não havia ali ninguém, exceto os dois velhos
que estavam escondidos,
e a espreitavam.
Então ela disse às empregadas:
“Por favor, ide buscar-me óleo e perfumes
e trancai as portas do pomar,
para que eu possa tomar banho”.
Apenas as empregadas tinham saído,
os dois velhos levantaram-se
e correram para Susana, dizendo:
“Olha, as portas do pomar estão trancadas
e ninguém nos está vendo.
Estamos apaixonados por ti:
concorda conosco e entrega-te a nós!
Caso contrário, deporemos contra ti,
que um moço esteve aqui,
e que foi por isso
que mandaste embora as empregadas”.
Gemeu Susana, dizendo:
“Estou cercada de todos os lados!
Se eu fizer isto, espera-me a morte;
e, se não o fizer,
também não escaparei das vossas mãos;
mas é melhor para mim, não o fazendo,
cair nas vossas mãos do que pecar diante do Senhor!”
Então ela pôs-se a gritar em alta voz,
mas também os dois velhos gritaram contra ela.
Um deles correu para as portas do pomar e as abriu.
As pessoas da casa ouviram a gritaria no pomar
e precipitaram-se pela porta do fundo,
para ver o que estava acontecendo.
Quando os velhos apresentaram sua versão dos fatos,
os empregados ficaram muito constrangidos,
porque jamais se dissera coisa semelhante
a respeito de Susana.
No dia seguinte,
o povo veio reunir-se em casa de Joaquim, seu marido.
Os dois anciãos vieram também,
com a intenção criminosa
de conseguir sua condenação à morte.
Por isso, assim falaram ao povo reunido:
“Mandai chamar Susana,
filha de Helcias, mulher de Joaquim!”
E foram chamá-la.
Ela compareceu em companhia dos pais,
dos filhos e de todos os seus parentes.
Os que estavam com ela
e todos os que a viam, choravam.
Os dois velhos levantaram-se no meio do povo
e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana.
Ela, entre lágrimas, olhou para o céu,
pois seu coração tinha confiança no Senhor.
Entretanto, os dois anciãos deram este depoimento:
“Enquanto estávamos passeando a sós no pomar,
esta mulher entrou com duas empregadas.
Depois, fechou as portas do pomar
e mandou as servas embora.
Então, veio ter com ela um moço
que estava escondido,
e com ela se deitou.
Nós, que estávamos num canto do pomar,
vimos esta infâmia.
Corremos para eles e os surpreendemos juntos.
Quanto ao jovem, não conseguimos agarrá-lo,
porque era mais forte do que nós
e, abrindo as portas, fugiu.
A ela, porém, agarramos,
e perguntamos quem era aquele moço.
Ela, porém, não quis dizer.
Disto nós somos testemunhas.
A assembleia acreditou neles,
pois eram anciãos do povo e juízes.
E condenaram Susana à morte.
Susana, porém, chorando, disse em voz alta:
“Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas
e sabes tudo de antemão,
antes que aconteça!
Tu sabes que é falso o testemunho
que levantaram contra mim!
Estou condenada a morrer,
quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram
a meu respeito!”
O Senhor escutou sua voz.
Enquanto a levavam para a execução,
Deus excitou o santo espírito de um adolescente,
de nome Daniel.
E ele clamou em alta voz:
“Sou inocente do sangue desta mulher!”
Todo o povo então voltou-se para ele e perguntou:
“Que palavra é esta, que acabas de dizer?”
De pé, no meio deles, Daniel respondeu:
“Sois tão insensatos, filhos de Israel?
Sem julgamento
e sem conhecimento da causa verdadeira,
vós condenais uma filha de Israel?
Voltai a repetir o julgamento,
pois é falso o testemunho
que levantaram contra ela!”
Todo o povo voltou apressadamente,
e outros anciãos disseram ao jovem:
“Senta-te no meio de nós
e dá-nos o teu parecer,
pois Deus te deu a honra da velhice”.
Falou então Daniel:
“Mantende os dois separados,
longe um do outro,
e eu os julgarei”.
Tendo sido separados,
Daniel chamou um deles e lhe disse:
“Velho encarquilhado no mal!
Agora aparecem os pecados
que estavas habituado a praticar.
Fazias julgamentos injustos,
condenando inocentes e absolvendo culpados,
quando o Senhor ordena:
‘Tu não farás morrer o inocente e o justo!’
Pois bem,
se é que viste, dize-me
à sombra de que árvore os viste abraçados?”
Ele respondeu:
“À sombra de uma aroeira”.
Daniel replicou
“Mentiste com perfeição,
contra a tua própria cabeça.
Por isso o anjo de Deus,
tendo recebido já a sentença divina,
vai rachar-te pelo meio!”
Mandando sair este,
ordenou que trouxessem o outro:
“Raça de Canaã, e não de Judá,
a beleza fascinou-te
e a paixão perverteu o teu coração.
Era assim que procedíeis com as filhas de Israel,
e elas por medo sujeitavam-se a vós.
Mas uma filha de Judá
não se submeteu a essa iniqüidade.
Agora, pois, dize-me
debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?”
Ele respondeu:
“Debaixo de uma azinheira”.
Daniel retrucou:
“Também tu mentiste com perfeição,
contra a tua própria cabeça.
Por isso o anjo de Deus já está à espera,
com a espada na mão, para cortar-te ao meio
e para te exterminar!”
Toda a assistência pôs-se a gritar com força,
bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam.
E voltaram-se contra os dois velhos,
pois Daniel os tinha convencido,
por suas próprias palavras,
de que eram falsas testemunhas.
E, agindo segundo a lei de Moisés,
fizeram com eles
aquilo que haviam tramado perversamente
contra o próximo.
E assim os mataram,
enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente.
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial


Salmo 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (π. 4a)

R. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
nenhum mal eu temerei, estais comigo.

O Senhor é o pastor que me conduz; *
não me falta coisa alguma.
Pelos prados e campinas verdejantes *
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha, *
e restaura as minhas forças. R. 

Ele me guia no caminho mais seguro, *
pela honra do seu nome.
Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, *
nenhum mal eu temerei.
Estais comigo com bastão e com cajado, *
eles me dão a segurança! R. 

Preparais à minha frente uma mesa, *
bem à vista do inimigo;
com óleo vós ungis minha cabeça, *
e o meu cálice transborda. R. 

Felicidade e todo bem hão de seguir-me, *
por toda a minha vida;
e, na casa do Senhor, habitarei *
pelos tempos infinitos.R. 


Pedidos de Oração