25/06/2017


12º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A

Verde, salmos 4ª semana

Dia do migrante

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, Aleluia, Aleluia.
O Espírito Santo, a Verdade, de mim irá testemunhar,
e vós minhas testemunhas sereis em todo lugar.

EVANGELHO

Não tenhais medo daqueles que matam o corpo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 10,26-33

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: 26 Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27 O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28 Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29 Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30 Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31 Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos  pardais. 32 Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33 Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.

Palavra da Salvação.

PRIMEIRA LEITURA

Ele salvou das mãos dos malvados a vida do pobre.

Leitura do Livro do Profeta Jeremias 20,10-13

Jeremias disse: 10 Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: 'Denunciai-o, denunciemo-lo.' Todos os amigos observavam minhas falhas: 'Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele.' 11 Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! 12 O Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. 13 Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus.

Palavra do Senhor.

Salmo responsorial 68,8-10.14.17.33-35

Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

Por vossa causa é que sofri tantos insultos,
e o meu rosto se cobriu de confusão;
eu me tornei como um estranho a meus irmãos,
como estrangeiro para os filhos de minha mãe.
Pois meu zelo e meu amor por vossa casa
me devoram como fogo abrasador.

Por isso elevo para vós minha oração,
neste tempo favorável, Senhor Deus!
Respondei-me pelo vosso imenso amor,
pela vossa salvação que nunca falha!
Senhor, ouvi-me pois suave é vossa graça,
ponde os olhos sobre mim com grande amor!

Humildes, vede isto e alegrai-vos:
o vosso coração reviverá,
se procurardes o Senhor continuamente!
Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres,
e não despreza o clamor de seus cativos.
Que céus e terra glorifiquem o Senhor
com o mar e todo ser que neles vive!

SEGUNDA LEITURA

O dom ultrapassou o delito.

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 5,12-15


Irmãos: 12 O pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram. 13 Na realidade, antes de ser dada a Lei, já havia pecado no mundo. Mas o pecado não pode ser imputado, quando não há lei. 14 No entanto, a morte reinou, desde Adão até Moisés, mesmo sobre os que não pecaram como Adão, - o qual - era a figura provisória daquele que devia vir. 15 Mas isso não quer dizer que o dom da graça de Deus seja comparável à falta de Adão! A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem mais superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos.

Palavra do Senhor.

12º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

Antífona da entrada
O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação de seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos.

Oração do dia

Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo.

Sobre as oferendas
Acolhei ó Deus, este sacrifício de reconciliação e louvor, e fazei que, purificados por ele, possamos oferecer-vos um coração que vos agrade. Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio
Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor Pai santo, Deus eterno e todo poderoso.
Nós reconhecemos se digno da vossa imensa glória vir em socorro de todos os mortais com a vossa divindade. E servi-vos de nossa condição mortal, para nos libertar da morte e abrir-nosso caminho da salvação, por Cristo Senhor nosso.
Por ele, os anjos celebram vossa grandeza, os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos aos seus louvores, cantando a uma só voz:

Antífona da comunhão
Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam e vós lhes dais no tempo certo o alimento.

Depois da comunhão

Renovados pelo corpo e sangue do vosso filho, nós vos pedimos, ó Deus, que possamos receber um dia, resgatados para sempre, a salvação que devotamente estamos celebrando. Por Cristo, nosso Senhor.

Do Tratado sobre a Santíssima Trindade, de Faustino Luciferano, presbítero

(Nn.39-40: CCL 69,340-341)

(Séc.IV)
 
Cristo, rei e sacerdote para sempre


Nosso Salvador tornou-se, segundo a carne, verdadeiro Cristo, por ser verdadeiro rei e verdadeiro sacerdote. Ele é ambas as coisas, para que não viesse a faltar algo ao Salvador. Ouvi como é rei: Eu, porém, fui por ele constituído rei sobre Sião, seu santo monte. Ouvi como também é sacerdote, pelo testemunho do Pai: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec. O primeiro na lei a tornar-se sacerdote pela unção do crisma foi Aarão. Contudo não se diz: “segundo a ordem de Aarão”, para que não se julgasse provir de sucessão o sacerdócio do Salvador. Com efeito, o sacerdócio de Aarão mantinha-se pela sucessão. O sacerdócio do Salvador, porém, não passa a outro por sucessão porque ele é o sacerdote que permanece para sempre, conforme o que está escrito: Tu és sacerdote, segundo a ordem de Melquisedec. 

Portanto o Salvador, segundo a carne, é rei e sacerdote ao mesmo tempo. Não foi ungido rei e sacerdote corporal mas espiritualmente. Entre os israelitas,  os reis e sacerdotes, ungidos corporalmente com a unção do óleo, eram ou reis ou sacerdotes. Não ambos em um só: mas um era rei e outro, sacerdote.  nicamente a Cristo se devia a perfeição e plenitude de ambos, a ele que viera consumar a lei. 

Embora não possuísse cada um deles as duas regalias ao mesmo tempo, por serem ungidos corporalmente com o óleo real ou o óleo sacerdotal, ambos  eram chamados cristos. O Salvador, porém, o verdadeiro Cristo, foi ungido pelo Espírito Santo, a fim de cumprir-se o que dele se escreveu: Por isso Deus, o  eu Deus, te ungiu com o óleo da alegria de preferência a teus companheiros. Foi ungido mais que os companheiros de seu nome, quando recebeu o  óleo da alegria, que outro não é senão o Espírito Santo. 

Sabemos que isto é verdade pelo próprio Salvador. De fato, quando tomou e abriu o livro de Isaías, leu: O Espírito do Senhor está sobre mim porque me  ungiu, declarou estar-se realizando esta profecia ali aos ouvidos dos presentes. Pedro, o príncipe dos apóstolos, também afirma ser o próprio Espírito  Santo aquele crisma com que é ungido o Salvador, quando, nos Atos dos Apóstolos, fala ao fidelíssimo e misericordioso centurião. Entre outras coisas, ele diz: Começando da Galiléia depois do batismo, pregado por João, Jesus Nazareno, a quem Deus ungiu com o Espírito Santo e poder, passou fazendo  portentos e maravilhas e libertando todos os possessos do demônio. Prestai pois atenção! Diz Pedro que esse Jesus, segundo a humanidade, foi ungido  elo Espírito Santo e poder. Por isto, com toda a verdade esse Jesus, segundo a carne, é Cristo, pois pela unção do Espírito Santo foi feito rei e sacerdote  para sempre.

Comentário dos textos bíblicos do 12º Domingo do Tempo Comum Ano A

Oferecemos abaixo um subsídio elaborado para auxiliar quem prepara as celebrações litúrgicas dominicais. Além do aprofundamento dos textos bíblicos, indicamos também a sua relação com a vida e o mistério celebrado. Colabora com a reflexão: Ir. Helena Ghiggi, pddm, mestre em Bíblia e escritora na Revista de Liturgia.

1. Aprofundando os textos bíblicos: Jeremias 20,10-13; Salmo 69 (68); Romanos 5-12-15; Mateus 10,26-33


O texto do evangelho faz parte do discurso missionário e mostra que os discípulos enfrentam dificuldades, sofrimentos e perseguições, a exemplo de seu mestre Jesus.  Eles são consolados e exortados por Jesus a não temer, perseverando firmes na missão a que foram chamados e enviados. A expressão “não tenham medo”, repetida três vezes (vv.26.28.31), reforça a idéia de que é preciso ter coragem para exercer a missão com fidelidade. Como no passado, ela assegura a ajuda de Deus para enfrentar os desafios da caminhada. Por isso, ao invés do medo, que paralisa e leva a abandonar a fé, os discípulos têm a tarefa de proclamar a mensagem do Reino de Deus revelada por Jesus. Eles são chamados a testemunhar a fé em Jesus Cristo de forma clara como a luz do dia, proclamando-a abertamente a todos (v.27). O projeto de Deus não pode ser destruído pelos opositores. Não há o que temer, senão o próprio medo que faz a pessoa fugir da autenticidade da vida. Deus cuida de modo especial dos que entregam a vida pela causa do seu Reino.  Os que confessam Jesus Cristo o terão por defensor, por advogado diante do Pai (v.32). Jesus é solidário com aqueles que continuam sua missão, anunciando o evangelho com fé destemida e dando testemunho com a própria vida. A 1ª leitura mostra que o profeta Jeremias mantém firme sua fé e confiança em meio aos sofrimentos e perseguições. Rejeitado e abandonado por causa da missão profética de arrancar, demolir, construir, plantar (1,10), ele encontra a salvação no Deus, “que liberta a vida do pobre da mão dos perversos” (20,13). A 2ª leitura destaca a salvação de Deus derramada sobre a humanidade pecadora através de Jesus Cristo. Libertos do pecado que escraviza, somos chamados a viver a vida nova do amor e da graça de Deus em Cristo.

2. Atualizando


 O medo não deve impedir a proclamação aberta da mensagem do evangelho. Como seguidores de Jesus Cristo, devemos anunciar o Reino de Deus de forma profética, procurando ser coerentes com a fé que professamos. Jeremias e os discípulos das primeiras comunidades cristãs nos ensinam a confiar na salvação de Deus e a nos tornar defensores e promotores da vida na realidade atual, que continua silenciando a voz de seus profetas.
   
3. A palavra de Deus na celebração


A palavra de Deus arranca de nós todo medo que nos paralisa e nos reveste de coragem e confiança no Senhor, que cuida com carinho de cada um de nós.
Celebrando o mistério da morte e ressurreição de Jesus somos fortalecidos pelo Espírito que nos confirma e fortalece no caminho do discipulado. Em comunidade reunida ao redor da mesa da palavra e da eucaristia, renovamos a missão de sermos testemunhas de Jesus Cristo no universo.

4. Dicas e sugestões


No momento das preces, rezar a ladainha dos mártires. Na homilia recordar projetos missionários, principalmente em situações de conflitos. (Outras sugestões vejam no Dia do Senhor: guia para as celebrações das comunidades, tempo comum, Ano A, p. 131-137).


Pedidos de Oração