Espiritualidade

REZAR AO PAI COM A CONFIANÇA DE FILHOS E FILHAS, COMO JESUS
 

A oração nos leva ao encontro profundo com Jesus e seu projeto a serviço da vida plena para todos, a compartilhar sua entregue por amor. Por isso, Jesus ensina a dar importância essencial à oração, na vida e missão. Ele “se retirava para lugares desertos e rezava” (Lc 5,16). Antes da escolha dos Doze, “passou a noite inteira em oração” (Lc6,12). Enquanto orava no Tabor, “Jesus foi transfigurado diante de seus discípulos” (Mc9,2-10).

Jesus está familiarizado com as modalidades da vida de oração do povo judaico (louvor, glorificação, ação de graças, súplica, lamentação), tal como estão contidas no Saltério e outras coleções judaicas (cf. textos de salmos na oração de Jesus: Mc 15,34onde reza o Sl 22; Lc 23,46, no qual ora ao Pai através do Sl 31). Ele participa das grandes festas de peregrinação à Jerusalém (Lc 2,41-52; Jo 2,13; 5,1; Mc 11,1-11), das cerimônias  litúrgicas  na  sinagoga  de  sua  localidade  (Lc  4,16)  e  santifica  o  dia observando as horas habituais da oração (manhã, meio dia, noite).

Jesus  se  dirige  ao  Pai  chamando-o  de  Abba  (Mc  14,36),  termo  de  origem aramaica, que encerra o segredo da relação íntima de confiança e ternura que vive com Deus seu Pai querido. Ele exerce o ministério em comunhão com o Pai, rejeitando o projeto de Satanás (Mc 1,12-13), e no jardim do Getsêmani reza e suplica que a vontade do Pai seja realizada plenamente mediante a entrega total da sua vida (Mc 14,35-36), do seu Espírito (Jo 19,30), que fortalece e conduz no caminho da vida nova.

Jesus não reserva para si a invocação de Deus como Pai querido. Como modelo de oração, ele ensina e convida seus discípulos a invocar o Pai com a mesma confiança filial, semelhante às crianças que falam com seus pais de forma carinhosa. Ao entregar a oração do Pai nosso (Mt 6,9-13; Lc 11,1-4), Jesus transmite o poder de dizer como ele: Abba, fazendo os discípulos participar de sua relação de comunhão amorosa com o Pai.

As  comunidades  cristãs  primitivas  guardaram  a  expressão  de  Jesus  em  seu sentido  original  aramaico,  com o núcleo  da  nova confiança  através  da  qual  podem invocar a Deus. Paulo, na carta aos Romanos, sublinha: “Vós não recebestes um espírito de escravos para recaírdes no medo, mas recebestes o Espírito que, por adoção, vos torna filhos, e no qual clamamos Abba, Pai!” (Rm 8,15). Na  carta aos Gálatas ressalta:“A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai!” (Gl 4,6).




SANTO(a) DO DIA
São Mateus
São Mateus

Saiba mais.




TESTEMUNHA DA HUMANIDADE
Dia Mundial da Paz
Dia Mundial da Paz

Saiba mais.