Retiro Mensal

Retiro do mês de maio de 2019

Equipe de Espiritualidade PDDM

 

1. Ambiente: Antes de começar, prepara-se o ambiente: uma mesa com toalha branca, a bíblia aberta ou o lecionário, uma vela, cadeiras em círculo... Cuidem para que todas as pessoas tenham lugar para sentar.

Alguém acende a vela.

 

2. Refrão:ressuscitou de verdade, aleluia, aleluia, Cristo Jesus ressuscitou, aleluia, aleluia

 

3.Invocação ao Espírito

 

4. Leitura dos textos BÍBLICOS -3º domingo da Páscoa - ano C:

1ª leitura - Atos dos Apóstolos 5,27b-32.40b-41

Salmo 29

2ªLeitura -Apocalipse 5,11-14

Evangelho João 21,1-19

 

a) O que o texto diz?

b) O que o texto me diz?

c)O que o texto me faz dizer a Deus?

 

5.  INTRODUÇÃO

A liturgia celeste é modelo ideal da liturgia cristã, é celebrada diante de Deus e do seu Espírito por vinte e quatro anciãos e quatro seres vivos (simbolizando a humanidade e todo o cosmo). As aclamações dirigidas a Deus são atribuídas ao Cristo como cordeiro,que foi imolado mas que está vivo. O qual recebe o louvor de todos os viventes, as criaturas do céu e da terra, que reconhecem no cordeiro imolado, as mesmas características de Deus.

A natureza é incluída na redenção, ela que espera a revelação dos filhos de Deus.

O homem, em Cristo glorificado é homem novo esse se faz voz de toda a criatura.Deus Pai constituiu Jesus Cristo senhor de toda a humanidade e do cosmos.

Todo dom vem a nós por meio de Jesus Cristo, assim todo o louvor e súplica sobe, por Ele, ao Pai. A Igrejaparticipa, desde já da liturgia perene,pela ação de graças, unida a Cristo, que intercede por nós ao Pai.

Nos relatos pós-pascais, é frequente o tema da refeição de Jesus dom seus discípulos (Mc 16,14; Lc24, 30.42-43). Esses relatos reavivam tanto às inúmeras refeições de Jesus antes de sua morte quanto à Eucaristia, celebrada pela igreja como memorial de Jesus em seu meio.

 

Evangelho João 21,1-19     (Roteiros homiléticos – Revista Pastoral nº 217)

O contexto desse texto é eucarístico. Há muita semelhança com o capítulo 6 de João, mas aqui o contexto é também o da missão da comunidade.

A localização é o mar de Tiberíades, ambiente de ação da comunidade.

O v. 2 nos apresenta 7 discípulos juntos, nos dando a ideia de totalidade, se tratando de “7povos” é a totalidade das nações.A pesca pode indicar a ação da comunidade em meio aos pagãos, dos quais o mar é símbolo.

A noite simboliza a ausência de Jesus ou do Espírito na comunidade. É a crise da comunidade missionária, e a pesca se torna sem frutos,sem a fé na ressurreição de Jesus a missão é estéril.“Enquanto é dia...vem a noite.... Eu sou a luz do mundo” (cf. Jo. 9,4-5). “Sem mim nada podeis fazer” cf. 15,5.

Já “amanhecera”(v. 4a) faz alusão à ressurreição, mas os discípulos ainda não tomaram consciência dessa realidade. Na obediência à palavra de Jesus ressuscitado a situação se transforma e pegam uma grande quantidade de peixes,153 peixes grandes, significando que a ação da comunidade sob o mandato de Jesus, é capaz de reunir todos os povos, sem sofrer rupturas, a rede não se rompe, tornado se uma comunidade fecunda.

Pedro se joga na água, precisa se reconciliar com Jesus e seu projeto,que ele negara por três vezes (18, 17-27). Plenamente reconciliado Pedro sozinho arrasta a rede para a praia.

Ao chegarem na praia Jesus tem peixe e pão, mas pede algo do fruto do trabalho dos discípulos, estabelecendo a comunhão entre Deus e as pessoas. Os peixes trazidos pelos discípulos representam todos aqueles que serão atraídos por eles para Jesus. Esse trabalho missionário, contudo, será em vão se não for feito em conformidade com o projeto do pai revelado em Jesus. Jesus os convida para a Eucaristia: “Venham comer”. É a refeição onde estão presentes todos os povos. A partir desse gesto, eles não tem dúvidas que é o “Senhor”.

Vv.15-19 Esse texto como um todo, tem uma dimensão simbólico - missionária. A vocação do discípulo: comunhão com Deus e solidariedade com as pessoas. As condições para seguir Jesus se torna evidente na tríplice pergunta que Jesus faz a Pedro. O que Jesus pede é o amor incondicional, este sim a Jesus e seu projeto acarretará na entrega da própria vida, como fez Jesus. Jesus preanuncia o martírio de Pedro. Portanto A vocação do discípulo é a de seguir Jesus: “Eu sou o caminho”.

 

 1ª Leitura Atos dos Apóstolos 5,27b-32.40b-41

O texto traz o testemunho corajoso dos apóstolos diante do sinédrio, fazendo ecoar a exaltação do senhor, ressaltando sua vitória sobre a morte.

Aparece com clareza as reações que a comunidade cristã provoca frente a instituição político-religiosa que matou Jesus, os cristãos coerente ao projeto de Jesus sofrerão as mesmas perseguições sofrida por Ele, prisão, tortura e morte, tudo isso por causa do testemunho.

Como Jesus os discípulos são levados diante do sumo sacerdote e do sinédrio, são acusados de desobedecer as ordens de não ensinar no nome de Jesus. A pregação dos discípulos põe às claras os projetos e ações do Sinédrio: este, que devia favorecer a justiça e a vida, tornou-se servidor da morte, matando o Senhor da vida. Mas Deus O ressuscitou dos mortos e O tornou Chefe e Salvador de seu povo. Assim Jesus é o novo Moisés, que inaugura o êxodo definitivo. Aderir a esse líder é obedecer a Deus, ou seja, crer com todas as implicações que possam derivar dessa opção e algumas os discípulos já sofrem na própria pele por causa do testemunho do nome de Jesus (= Deus salva).

 

2ª Leitura Apocalipse 5,11-14

As comunidades às quais foi endereçado o livro viviam momentos difíceis por causa do testemunho: perseguições, exílio, mortes. Como entender o projeto de Deus nessa situação?A situação das comunidades se identifica com o choro de João (5,4), choro-desespero diante a impossibilidade de entender o significado dos acontecimentos e o sentido da história sofrida que o povo vive.

Na visão do cap. 5 o autor do Apocalípse mostra às comunidades que Jesus, por sua morte e ressurreição, é Aquele que dá sentido à história. A história é simbolizada pelo livro fechado com sete lacres (selos). A vitória de Jesus é celebrada numa solene liturgia universal, que inicia no céu (VV. 9-12) e ecoa por todo o mundo (v.13) tendo como lugar de conclusão novamente o céu (v.14). Essas doxologias, cantadas no céu e na terra, visam suscitar esperança na comunidade reunida para a celebração e leitura do livro, levando-a a tomar consciência da ação de Cristo em favor dos cristãos.

Esse texto contempla a segunda e terceira doxologias.A segunda é celebrada no céu, por um número incontável de anjos que circundam o trono, os Seres vivos e Anciãos.O trono simboliza a estabilidade de Deus e de seu projeto. Os seres vivos são os dinamismos que parte de Deus incidem na história da humanidade e voltam para Deus. Os anciãos são figuras representativas do povo de Deus. Cada comunidade verá em cada um deles os irmãos e irmãs que os precederam no testemunho (mártires e santos).

A doxologia atribui a Cristo, morto e ressuscitado (cordeiro), e só a Ele, o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor (v.12). São sete (número perfeito) atribuições. São o reconhecimento alegre dos cristãos diante do que Jesus realizou em favor dos cristãos, só Ele é merecedor dessas atribuições.

A terceira doxologia se faz ouvir em todos os lugares: no céu, na terra, sob a terra, sobre o mar, e é proclamada por todos. Ela atribui a Deus (aquele que está sentado no trono) e ao cordeiro, para sempre, os atributos do reconhecimento de sua ação: o louvor, a honra, a glória e o poder (v.13).

A liturgia se encera no céu com um amém solene. Amém significa: isto é verdade. É o reconhecimento de que Deus é plenamente fiel (amém é igual fidelidade de Deus). O reconhecimento é acompanhado da prostração e adoração por parte dos anciãos (v.14).

 

6. Conclusão: A comunidade cristã tem como desafio dirigir seu testemunho aos seres humanos. Mas para isso deve ter como critério a confiança em Jesus e a escuta de sua palavra. Tendo como meta a experiência comunitária da fé, que pela partilha faz a memória da presença do Senhor e transmite ao outro uma nova forma de pensar e organizar a vida.

Apesar de não coresponder plenamente à intensidade do amor pedida por Jesus, Pedro recebe Dele a tarefa de cuidar das ovelhas, ou seja dos membros da comunidade. Mas fica claro que as ovelhas não lhe pertencem; ele exercerá bem sua função se tiver plena consciência de que o pastor é o Ressuscitado (cf. 10,1-8): é a fidelidade a Ele e à sua obra que tanto Pedro (e todos os outros que exercem na comunidade ministério de liderança) quanto as ovelhas encontrarão a fonte e o sustento de seu testemunho.

 

7. Partilha do fruto da oração.

 

8.Cantar ou rezar oSalmo 29.

 

9. Pai nosso e bênção.