Retiro Mensal

Retiro Mensal de Novembro - Memória dos fiéis defuntos
 

Todos os Santos

 Preparação do ambiente: uma mesa com toalha, a bíblia, uma vela e cadeiras em círculo.

Acende-se a vela.

Canta-se o refrão: Somos todos cidadãos do céu, desde já aguardamos Jesus o Salvador. Ou Deus enxugará toda a lágrima que cai, a morte já não mata, já não mata, nem luto, nem choro, nem dor.

Canto do Espírito Santo

Pessoas previamente preparadas fazem as leituras na sequência: primeiro o Evangelho, a primeira leitura, depois a segunda leitura.

 

Retomar o Evangelho partilhando o versículo, repetir a frase que mais lhe tocou, fazendo uma ressonância dos textos, partilhar o fruto da leitura orante. Após a partilha, rezar o Pai Nosso ou o Salmo da liturgia do dia.

Textos bíblicos: Jo 6, 37- 40; Jó 19, 1.23-27a; Rm 5, 5-11; Sl 27 (26)

 

Antífona de entrada: Como Jesus morreu e ressuscitou, Deus ressuscitará os que Nele morreram. E, como todos morreram em Adão, todos em Cristo terão a vida.

 

Oração do dia: Ó Deus, escutai com bondade as nossas preces e aumentai a nossa fé no Cristo ressuscitado, para que seja mais viva a nossa esperança na ressurreição dos filhos e filhas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

Prefácio dos fiéis defuntos I: 

Na verdade, é justo e necessário,

é noss dever e salvação dar-vos graças,

sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo poderoso, por Cristo Senhor nosso.

Nele brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. 

E aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola.

Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada.

E, desfeito esse nosso corpo mortal, 

nos é dado, nos céus, um corpo imperecível.

Enquanto esperamos a realização de vossas promessas,

com os anjos e com todos os Santos, nós vos aclamamos, cantando a uma só voz.

 

Jo 6, 37-40: no capítulo 6 de João, temos a multiplicação dos pães e dos peixes (6,1-15), o quarto sinal. Depois segue o discurso sobre o verdadeiro pão do céu. O pão oferecido por Jesus deve conduzir ao reconhecimento do pão que é Ele próprio. Suas palavras comunicam vida que vem do Pai e precisam ser escutadas. Jesus se revela como o enviado do Pai que sacia os anseios da humanidade. O maná que alimenta o povo no deserto (Ex 16, 1s) prefigura o verdadeiro pão do céu que é Jesus na Palavra e na Eucaristia. A Palavra se fez carne (1,14), alimenta e conduz o povo ao novo êxodo. Quem comer o pão vivo descido do céu (5, 51), viverá para sempre. É vontade do Pai que todo aquele que vê o Filho e Nele crê tenha a vida eterna. Jesus assegura: "Eu o ressuscitarei no último dia. Ele é a ressurreição e a vida. Quem vive e Nele crê jamais morrerá" (11, 25-26). A comunhão com Jesus ressuscitado nos compromete a estar à serviço da vida e vida em abundância para todos (10,10). Portanto, 'ver' o Filho é discernir e reconhecer que Ele é realmente o Filho enviado pelo Pai. O Pai revela o Filho e o Filho revela o Pai. "Quem me vê, vê o Pai" (14,9).

Jó 19, 1.23-27: "Eu sei que meu Redentor está vivo e meus olhos O contemplarão". Diante do mistério do sofrimento, Jó expressa sua confiança no Deus libertador, o 'Goel', o Deus da vida. Sabe que Deus está ao seu lado, é convicto de que, antes da morte ou depois da morte, Deus se manifestará como defensor e vingador e proclamará diante de todos sua inocência.

Salmo 27(26): leva-nos a buscar nossa confiança em Deus. Nos momentos de escuridão é hora de reafirmar a esperança e sentir a bondade de Deus aqui na terra dos viventes. Sentimos Deus tão perto que a vida fica luminosa e o coração se enche de coragem para enfrentar qualquer perigo. Confiantes esperamos no Senhor, Ele é nossa luz e salvação.

Romanos 5,5-11: quando Paulo escreveu aos romanos, Roma vivia sob o sistema opressor do Império Romano. Paulo afirma que estamos em paz com Deus porque somos justificados pela fé em Jesus Cristo. A vida nova da graça permite-nos viver, já, agora, a esperança da salvação final. Nessa vida nova, venceremos as tribulações, sofrimentos e perseguições. "Mas o Senhor me respondeu: 'para você é suficiente a minha graça, pois a força se cumpre na fraqueza'." (2 Cor 12, 9). Pela morte de Jesus Cristo, fomos reconciliados com Deus, quando ainda éramos pecadores, assim Deus demonstra seu amor por nós. Pelo dom gratuito da entrega de Jesus na cruz e justificados pelo seu sangue, caminhamos rumo à vida nova na esperança de sermos salvos por ele, muito mais agora que somos reconciliados com Deus.

 

Do livro sobre  a morte de seu irmão Sátrio, de Santo Ambrósio, bispo:

A morte permanece para o ser humano como um profundo mistério. Também os não credentes respeitam esse mistério. Diante do sentido último da nossa existência humana que é a morte, o cristão toma uma atitude de fé profunda. Pelo mistério da morte, seguimos as pegadas da morte de Jesus, um cálice amargo a beber até o fim por causa de nosso pecado, porque essa é a vontade do Pai que nos aguarda de braços abertos. A morte é uma vitória com aparência de derrota. Entretanto ela é essencialmente vida, glória, ressurreição. Em Cristo Jesus refulge a experança da feliz ressurreição. 'Para os que creem em Deus a vida não é tirada, mas transformada. Ele é a vida dos homens e das mulheres. Ele é a ressureição dos mortos', diz o prefácio dos Fiéis Defuntos. Para o cristão a vida terrena é preparação para a vida eterna. A morte que provoca tanto medo em quem não crê, deve ser motivo de meditação para o cristão. Ela marca o fim da prova, o nascimento para a vida imortal, o encontro com o Senhor da vida, Jesus Cristo, que nos leva ao Pai. Quem opta por Cristo encontrará a plena e infinita alegria.

"Morramos com Cristo, para vivermos com Ele. Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro" (Fl 1, 21). Morramos então com Ele, para com Ele vivermos. A graça de Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor, é quem nos libertará de nosso corpo de morte. Pela morte de um só, o mundo foi redimido. Cristo se quisesse, poderia não ter morrido. Não fugiu da morte. Com efeito, sua morte é a vida de todos. Somos marcados com sua morte: ao rezar, anunciamos a sua morte; ao oferecer o sacrifício, pregamos ainda hoje sua cruz. Sua morte é vitória, é sacramento, é solenidade anual do mundo. Não se deve lastimar a morte. Ela é causa de salvação do povo. Não se deve fugir da morte. Com o salmista, somos convidados a rezar: "uma só coisa pedi ao Senhor, a ela eu busco: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida e ver as delícias do Senhor" (Sl 26,4). 

 






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Santa Cecília
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