Tempo Litúrgico

Painel do Tempo Comum - Cláudio Pastro - Apostolado Litúrgico

O Tempo Comum começa no dia seguinte à festa do batismo do Senhor e vai até a terça-feira de Carnaval; recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina no sábado anterior ao 1° domingo do Advento. Dividido nestes dois blocos, tem a duração de 33 ou 34 domingos. Nele, somos convidados a celebrar, não um acontecimento especial de nossa salvação, mas todo o mistério de Cristo em sua plenitude e globalidade. O fato de se denominar "comum" não significa menos importante. Aliás, antes mesmo de se organizarem as festas anuais, com seus tempos de preparação e prolongamento, a Igreja já celebrava a cada domingo a Páscoa de Jesus.

 Todo culto tinha uma forte dimensão de expectativa da vinda do Senhor. Quanto mais tarde se organizaram os ciclos da Páscoa e do Natal, era para celebrar com mais intensidade, num tempo determinado, o que já se fazia parte do quotidiano das comunidades.

Nos domingos do Tempo Comum, o mistério da Páscoa do Senhor nos é revelado pelo cotidiano de sua vida: suas palavras, ensinamentos, trabalhos, amizades, sonhos, conflitos e desafios. Os primeiros têm uma ligação maior com o mistério da Epifania e nos convidam a adorar o Senhor que se manifesta, anunciando a sua missão e chamando os primeiros discípulos. Nos outros domingos, fazemos memória dos fatos que marcaram a missão de Jesus. Os últimos domingos acentuam a missão de Jesus. Os últimos domingos acentuam a dimensão escatológica dos reino e nos renovam na esperança da vinda do Senhor.

Em alguns domingos, a memória da missão de Jesus cede espaço à celebração de algum mistério da vida do Senhor, de Maria e dos Santos, como é o caso do domingo da Santíssima Trindade, de Pedro e de Paulo, da Assunção de Maria, da festa de Todos os Santos e Santas ou, quando coincidem com o domingo, as festas da Apresentação e da Transfiguração do Senhor, a Natividade de João Batista, a Exaltação da Santa Cruz, Nossa Senhora Aparecida e a memória dos fiéis falecidos. 

O Tempo Comum é longo e as expressões litúrgicas são mais discretas, se comparados aos tempos especiais. Por isso, os ritos devem ser revestidos de permanente autenticidade para poderem ter força de novidade. Trata-se de prolongar ao longo do ano litúrgico a ternura da festa pascal, de modo que a Páscoa possa unificar todas as celebrações do ano numa mesma experiência mística do coração. "Esta tarefa, de impregnar de Páscoa o ano inteiro, é mais difícil do que fazer a própria festa anual", diz Pe. Marcelo Barros e Ir. Penha Carpanedo, pddm, no livro Tempo para Amar: mística para viver o ano litúrgico (São Paulo, p.104, 1997). Mas pouco adiantaria festejar com exuberância uma vez por ano se o resto dos dias fossem sem graça e vazios.

Fonte: GUIMARÃES, Marcelo e CARPANEDO, Penha. Dia do Senhor: Guia para as celebrações das comunidades. São Paulo: Paulinas: Apostolado Litúrgico, 2009.




SANTO(a) DO DIA
São Tiago, Apóstolo
São Tiago, Apóstolo

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